Ognuno
Ognuno ha un tavolo di situazioni apparecchiate dalla vita
ognuno mangia i suoi momenti buoni ogni speranza grande e ripulita
e beve sempre dalle sue emozioni ognuno vede quello che ha davanti
la pioggia fitta e le schiarite ognuno cresce in mezzo a tutti quanti
a volte è causa delle sue ferite ognuno dice cose inutili e importanti.
Ognuno è figlio di se stesso e non dimentica che è padre
dei giorni duri come un osso di quella cesta di scemate
ognuno disfa e poi ricuce ognuno parla e si traduce
ognuno spende più di tanto ed è padrone poi di niente
ognuno quando è troppo solo si mischia al cuore della gente.
Ognuno ha un numero di confessioni fantasmi stesi sotto il letto
le scottature delle delusioni una certezza chiusa dentro il petto
ognuno ha un tempio di momenti vuoti ognuno sbriciola le sue risate
come pannocchie di frumento ognuno vive notti più agitate
notti di luna diventate argento ognuno aspetta quando arriva la sua estate.
Ognuno scivola sul tempo anche se mette le radici
la vita soffia troppo vento tra i boschi delle sue pendici
ognuno semina promesse che son premesse di una guerra
ognuno cambia il suo destino perchè si illude du cambiarlo
io, come ognuno, stamattina ho aperto gli occhi e comincio il ballo.
Cada Um
Cada um tem uma mesa de situações montadas pela vida
cada um come seus momentos bons, toda esperança grande e limpa
e sempre bebe de suas emoções, cada um vê o que tem à frente
a chuva forte e os claros, cada um cresce no meio de todos
às vezes é causa de suas feridas, cada um diz coisas inúteis e importantes.
Cada um é filho de si mesmo e não esquece que é pai
dos dias duros como um osso daquela cesta de besteiras
e cada um desfaz e depois refaz, cada um fala e se traduz
e cada um gasta mais do que deve e é dono depois de nada
e cada um, quando está muito sozinho, se mistura ao coração da gente.
Cada um tem um número de confissões, fantasmas estendidos debaixo da cama
as queimaduras das decepções, uma certeza guardada dentro do peito
e cada um tem um templo de momentos vazios, cada um esfarela suas risadas
como espigas de trigo, cada um vive noites mais agitadas
noites de lua que viraram prata, cada um espera quando chega seu verão.
Cada um escorrega no tempo, mesmo que plante raízes
a vida sopra vento demais entre as florestas de suas encostas
e cada um semeia promessas que são promessas de uma guerra
e cada um muda seu destino porque se ilude em mudá-lo
eu, como cada um, esta manhã abri os olhos e começo a dança.