Acaecer
Avec toutes ces feuilles, je me ferai un cercueil
De chansons de tonne, oh, oh
Je me ferai un matelas
En papier sur nos petits toits
En pensant à toi, tu sais, à moi
C'est un petit délire, un petit faux rire
Au milieu de ce navire perdu, on est ici
Juste un petit faux rire
Un petit faux rire, un petit faux rire
Hay una que otra excepción pero todo sucede con práctica
(El suicidio, por ejemplo)
Sí, pero enfoquémonos en la práctica
La medida positiva que aguanta mi táctica
De disfrutar de tu error, sin derramar una lágrima
El amor de calidad es como una heroína
De esas que se inyecta, digo yo, y que también se termina
Me aburre la misma esquina
Me aburre el mundo y to' lo que patrocina
Tirémosle una bolsa de caca a esa vitrina
El otoño llueve hojas y no hay nadie que las escriba
El cielo te regala el gris y tú le haces la desconocida
Pero no le importa y se le olvida
Las nubes no están ofendidas
Yo miro como una vaca come pasto, tendida
Mientras otra le acaricia con su lengua tupida
Y que lo diga significa que, ahí, gusté de la vida
Y que la simpleza me encanta pa' mi trabajo de hormiga
Con misterio, pasión y canciones de intriga
De ficción transgresiva, relaciones obsesivas
Y cuando dije que me iba, era solo un intento de rima
Un comentario de retina
El invierno no contamina con alergia
Trae hojas y flechas, con ajo en la punta
Hechos y amores crueles e inútiles
Pero que, ni una historia queda deshecha
Si caen las hojas haré canciones con el sabor del otoño
(Avec toutes ces feuilles, avec toutes ces feuilles)
Me haré un colchón de papel y dormiré hasta que se seque el lodo
(Je me farei un matelas)
(Sur nos petit toits)
Pa' caminar sin mancharme
(C'est un petit délire)
Delirante, a mi modo
(Un petit faux rire)
Aislado en el campo
Hasta que pinchen el globo
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Avec toutes ces feuilles
Avec toutes
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Je me farei un matelas
Acontecer
Com todas essas folhas, eu vou fazer um caixão
De canções de tonel, oh, oh
Vou fazer um colchão
De papel nos nossos pequenos telhados
Pensando em você, sabe, em mim
É uma pequena viagem, uma pequena risada falsa
No meio desse navio perdido, estamos aqui
Só uma pequena risada falsa
Uma pequena risada falsa, uma pequena risada falsa
Tem uma ou outra exceção, mas tudo acontece com prática
(O suicídio, por exemplo)
Sim, mas vamos focar na prática
A medida positiva que sustenta minha tática
De aproveitar seu erro, sem derramar uma lágrima
O amor de qualidade é como uma heroína
Daquelas que se injetam, digo eu, e que também acaba
Me entedia a mesma esquina
Me entedia o mundo e tudo que patrocina
Vamos jogar uma bolsa de merda naquela vitrine
O outono chove folhas e não tem ninguém que as escreva
O céu te presenteia com o cinza e você faz a desconhecida
Mas não importa e ele esquece
As nuvens não estão ofendidas
Eu olho como uma vaca come grama, deitada
Enquanto outra a acaricia com sua língua espessa
E dizer isso significa que, aí, gostei da vida
E que a simplicidade me encanta pro meu trabalho de formiga
Com mistério, paixão e canções de intriga
De ficção transgressiva, relações obsessivas
E quando eu disse que ia embora, era só uma tentativa de rima
Um comentário de retina
O inverno não contamina com alergia
Traz folhas e flechas, com alho na ponta
Fatos e amores cruéis e inúteis
Mas que, nem uma história fica desfeita
Se caírem as folhas, farei canções com o sabor do outono
(Com todas essas folhas, com todas essas folhas)
Vou fazer um colchão de papel e dormir até o barro secar
(Vou fazer um colchão)
(Nos nossos pequenos telhados)
Pra andar sem me sujar
(É uma pequena viagem)
Delirante, do meu jeito
(Uma pequena risada falsa)
Isolado no campo
Até estourarem o balão
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Com todas essas folhas
Com todas
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Vou fazer um colchão
Composição: Ana Tijoux, Matias Castillo, Gabriel Paillao, Alfredo Tauber