Desapego
Desapego
La ropa en el suelo
Las fotos, recuerdos de nuestra casa y nuestros besos
Éramos bencina y fuego
Tú la mecha que encendía mis incendios sin freno
Pienso
Aun así no hay culpables
Esta historia no es corte, los dos fuimos kamikaze
Fuiste mi hogar, mi amante
Mi mejor amigo
Mi espejo, mi pana, mi más fiel abrigo
Guardo tus cartas pa' tenerte en recuerdos
Crecí contigo, la ternura fue nuestro sello
Aprendimos de lo malo y de lo bueno
Hoy nos despedimos sin rencor ni veneno
Hay amores que no mueren
Pero quedan callados
Amores complejos, dulcemente enredados
Promesas rotas, fotos de antaño
Tantas canciones que nos dedicamos
Decir adiós no significa guerra
Despedirse también es soltar las riendas
A veces amar también se suelta
Gracias por todo, sé feliz de vuelta
Te debo dejar
Te debo soltar
En todo comienzo hay final
Que todo, todo es temporal
Te debo dejar
Te debo soltar
En todo comienzo hay final
Que todo, todo es temporal
Piso recuerdos como vidrios en el suelo
Cada trozo me atraviesa, sangro versos en el duelo
Nos matamos de cariño, de exceso
Confundimos la ternura con cadenas de preso (feel me)
Te di mi universo, pintaste mi destino
Pero ¿qué pasó?, nos quedamos a medio camino
Ese punto divino, lo demás no lo vimos
Todo iba bien hasta que nos conocimos
Cada caricia un pacto, cada abrazo una canción
Un viaje sin mapa, sin rumbo ni dirección
Amor sin medida causa destrucción
Incendio sin control, humo en nuestra rol
Fue un gusto hasta entonces no se merece
Fuimos pasión y desvelo
Hoy cenizas en el suelo
Fuimos fuego y ahora hielo
Ahora nos toca este duelo
Fuimos pasión y desvelo
Hoy cenizas en el suelo
Fuimos fuego y ahora hielo
Ahora nos toca este duelo
Te debo dejar (mejor así)
Te debo soltar (tú por allá, yo por aquí)
En todo comienzo hay final (aja)
Que todo, todo es temporal (jeje)
Te debo dejar (Anita)
Te debo soltar (tremendo)
En todo comienzo hay final (lo estamos haciendo si)
Que todo, todo es temporal
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Desapego
Desapego
As roupas no chão
As fotos, lembranças da nossa casa e dos nossos beijos
Éramos gasolina e fogo
Você a isca que acendia meus incêndios sem freio
Penso
Ainda assim não há culpados
Essa história não é um corte, nós dois fomos kamikazes
Você foi meu lar, meu amante
Meu melhor amigo
Meu espelho, meu parceiro, meu abrigo mais fiel
Guardo suas cartas pra te ter nas lembranças
Cresci com você, a ternura foi nosso selo
Aprendemos com o que foi ruim e com o que foi bom
Hoje nos despedimos sem rancor nem veneno
Existem amores que não morrem
Mas ficam calados
Amores complexos, docemente entrelaçados
Promessas quebradas, fotos de antigamente
Tantas canções que nos dedicamos
Dizer adeus não significa guerra
Despedir-se também é soltar as rédeas
Às vezes amar também é soltar
Obrigado por tudo, seja feliz de volta
Eu preciso te deixar
Eu preciso te soltar
Em todo começo há um final
Que tudo, tudo é temporário
Eu preciso te deixar
Eu preciso te soltar
Em todo começo há um final
Que tudo, tudo é temporário
Piso lembranças como vidros no chão
Cada pedaço me atravessa, sangro versos na dor
Nos matamos de carinho, de excesso
Confundimos a ternura com correntes de preso (sente?)
Te dei meu universo, você pintou meu destino
Mas o que aconteceu?, ficamos pela metade
Aquele ponto divino, o resto não vimos
Tudo ia bem até nos conhecermos
Cada carícia um pacto, cada abraço uma canção
Uma viagem sem mapa, sem rumo nem direção
Amor sem medida causa destruição
Incêndio sem controle, fumaça na nossa rolê
Foi um prazer até então, não merece
Fomos paixão e desvelo
Hoje cinzas no chão
Fomos fogo e agora gelo
Agora nos toca esse duelo
Fomos paixão e desvelo
Hoje cinzas no chão
Fomos fogo e agora gelo
Agora nos toca esse duelo
Eu preciso te deixar (melhor assim)
Eu preciso te soltar (você por lá, eu por aqui)
Em todo começo há um final (aham)
Que tudo, tudo é temporário (hehe)
Eu preciso te deixar (Anita)
Eu preciso te soltar (tremendo)
Em todo começo há um final (tá rolando sim)
Que tudo, tudo é temporário
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Composição: Ana Tijoux, Tremendo