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Não Me Canso

Ana Torroja

No Me Canso

Estoy desnuda al amanecer
en este último piso abuhardillado
No sé si ponerme a 100
ó darme una tregua en el lavabo

No tengo dinero para el tren con destino tus brazos
Necesito aire en el pulmón del cielo de tus labios

La ventana ha cedido al sol que me aporta calor
y algo de pena
No queda nada de alcohol
quién fuese Cristo en la última cena

No sé si mandarte una postal
tatuada de ilusiones
O imaginarme un carnaval con aires de tu nombre

Mi corazón babea a popa
No se donde esta mi ropa la habré perdido
junto al miedo

No me canso de quitarme el sombrero
Cuando llueve por mojarme las canciones
Y no me daré cuenta en esta puta vida que
lo que yo quiero es llenarte tus rincones

No me canso de mirarte la cara
No me canso de vivir en escenarios
Y no hay más adversarios que tú y yo de espaldas
que el amor son tres flores que se riegan a diario

Mis pupilas siempre tienen sed
y son sobre tu espalda enredadera
todo lo que quiero ver son las aguas
que inundan tus maneras
y todas las lágrimas son sal
del mal de tus secretos
y todas las páginas están heridas de tus besos

Mi corazón babea a popa...

No sé donde está mi ropa
la habré perdido junto al miedo
No me canso de quitarme el sombrero
Cuando llueve por mojarme las canciones
y no me daré cuenta en esta puta vida que
lo que yo quiero es llenarte tus rincones

No me canso de mirarte la cara
No me canso de vivir en escenarios
Y no hay más adversarios que tú y yo de espaldas
que el amor son tres flores que se riegan a diario

Não Me Canso

Estou nua ao amanhecer
neste último andar com telhado inclinado
Não sei se me visto a 100
ou se dou uma pausa no banheiro

Não tenho grana pro trem que vai pros teus braços
Preciso de ar no pulmão do céu dos teus lábios

A janela se abriu pro sol que me traz calor
e um pouco de tristeza
Não sobrou nada de álcool
quem me dera ser Cristo na última ceia

Não sei se te mando um cartão
tatuado de ilusões
Ou se imagino um carnaval com ares do teu nome

Meu coração baba pra trás
Não sei onde tá minha roupa, deve ter se perdido
junto com o medo

Não me canso de tirar o chapéu
Quando chove pra molhar as canções
E não vou perceber nessa vida de merda que
o que eu quero é preencher teus cantinhos

Não me canso de olhar teu rosto
Não me canso de viver em palcos
E não há mais adversários que você e eu de costas
que o amor são três flores que se regam todo dia

Minhas pupilas sempre têm sede
e são sobre suas costas uma trepadeira
tudo que quero ver são as águas
que inundam tuas maneiras
e todas as lágrimas são sal
do mal dos teus segredos
e todas as páginas estão feridas dos teus beijos

Meu coração baba pra trás...

Não sei onde tá minha roupa
deve ter se perdido junto com o medo
Não me canso de tirar o chapéu
Quando chove pra molhar as canções
e não vou perceber nessa vida de merda que
o que eu quero é preencher teus cantinhos

Não me canso de olhar teu rosto
Não me canso de viver em palcos
E não há mais adversários que você e eu de costas
que o amor são três flores que se regam todo dia

Composição: Carlos Chaouen