Le Néo Aristocrate
À toi le néo aristocrate,
pas bien beau un peu court sur pattes
mais grand intello, élevé, à la grande école HEC.
Avec ton ciboulot en pâte à modeler,
elle a moulé tes idéaux les plus à droite,
dans une petite boite vite fait bien fait…
Faut être révérencieux,
quand passe le grand monsieur,
faut être révérencieux…
Avec ta culture la plus plate,
tu t'en iras te faire mousser,
t'envoyer en bulles t 'éclater plus haut que ton cul péter...
Ah ça pour ça tu nous épates !
Eh ? Comment tu fais pour que tous les cons t'idolâtrent,
viennent à tes pieds se prosterner…
À toi qui parle d'intelligence,
d'ouverture d'esprit, de respect,
mais qui méprise la différence
pour cacher le fait qu'elle t'effraie.
À toi qui parle de tolérance,
de grandeur d'âme et de bonté
mais qui crache sur l'indigence dans ta BMW.
À toi l'homme mûr qui pense que mes discours d'intégrité
ne sont que des restes d'adolescence,
des résidus qui vont passer,
que ta merveilleuse existence doit forcément me faire rêver…
Ton cœur plaqué or tombera de regrets et de remords…
À toi le techno bureaucrate,
costard, chemise blanche et cravate de rigueur,
sacoche en cuir, grosse montre et souliers cirés.
Avec ta tronche, tu claques tout sur ton passage assuré,
tes allures, tes postures de con,
complexé de supériorité…
Faut être silencieux,
quand parle le grand Monsieur,
faut être silencieux…
À toi le roi de l'open-space
qui tient tous ses sujets en laisse,
tes dévoués subordonnés,
qui aiment à te lécher les pieds.
Avec ton égo de baudruche,
gonflé de vide telle une cruche
et que l'on vient congratuler en pensant va te faire enculer…
À toi l'homme dont la jouissance consiste à paraître,
à briller, par le poids de ta suffisance,
voir les autres sous toi s'écraser…
À toi et à ta toute puissance à ta vie plate à en crever…
À toi l'homme mûr qui pense que mes discours d'intégrité
ne sont que des restes d'adolescence,
des résidus qui vont passer,
que ta merveilleuse existence doit forcément me faire rêver.
Ton cœur plaqué or tombera de regrets et de remords…
Parfois, je pense à ta femme avec sa beauté froide
d'infâme accessoire de mode acheté sous le régime de la communauté.
Parfois je pense à tes mioches
qui toute ta vie te feront les poches
pour trouver un peu au rabais,
de l'amour dans ton porte-monnaie.
Parfois je pense à ta maîtresse
que tu drogues de nuits d'ivresse...
Parfois je pense à ta mère
que t'as pas vu depuis que ton père est décédé
et t'a légué la vieille peau dont faut s'occuper.
Parfois je pense à ta fratrie,
si soudée, aimante, unie,
lorsqu'il s'agit de se partager la pension de vioque de la mémé…
Parfois je pense à tes amis,
les plus beaux, que tu invites le samedi
décorer de leur présence ta noble demeure en Provence…
Et bien moi, Ducon, tu vois…
Tes conseils à la con sur la vie, j'en veux pas…
O Novo Aristocrata
A você, o novo aristocrata,
que não é tão bonito, um pouco curto de pernas,
mas é um grande intelectual, formado na grande escola HEC.
Com sua cabeça de massa de modelar,
elas moldaram seus ideais mais conservadores,
dentro de uma caixinha, rápido e bem feito...
Tem que ser respeitoso,
quando passa o grande senhor,
tem que ser respeitoso...
Com sua cultura rasa,
você vai se exibir,
se mandar em bolhas, se estourar mais alto que seu próprio cu...
Ah, isso sim, você nos impressiona!
Hein? Como você faz pra que todos os idiotas te idolatem,
vão aos seus pés se prostrar...
A você que fala de inteligência,
de mente aberta, de respeito,
mas que despreza a diferença
pra esconder o fato que te assusta.
A você que fala de tolerância,
de grandeza de alma e bondade
mas que cospe na indigência dentro da sua BMW.
A você, o homem maduro que acha que meus discursos de integridade
são apenas restos de adolescência,
resíduos que vão passar,
que sua maravilhosa existência deve, obrigatoriamente, me fazer sonhar...
Seu coração banhado a ouro vai cair em arrependimentos e remorsos...
A você, o tecnocrata burocrata,
terno, camisa branca e gravata rigorosa,
bolsa de couro, relógio grande e sapatos engraxados.
Com sua cara, você arrasa tudo no seu caminho seguro,
suas maneiras, suas posturas de idiota,
complexado de superioridade...
Tem que ser silencioso,
quando fala o grande Senhor,
tem que ser silencioso...
A você, o rei do open-space
que mantém todos os seus súditos na coleira,
seus subordinados dedicados,
que adoram lamber seus pés.
Com seu ego de bexiga,
gonflado de vazio como uma jarra
que vem receber congratulações achando que vai se dar bem...
A você, o homem cuja satisfação consiste em parecer,
brilhar, pelo peso da sua arrogância,
ver os outros se esborrachar sob você...
A você e ao seu poder absoluto na sua vida sem graça até morrer...
A você, o homem maduro que acha que meus discursos de integridade
são apenas restos de adolescência,
resíduos que vão passar,
que sua maravilhosa existência deve, obrigatoriamente, me fazer sonhar.
Seu coração banhado a ouro vai cair em arrependimentos e remorsos...
Às vezes, eu penso na sua mulher com sua beleza fria
como um infame acessório de moda comprado sob o regime da comunidade.
Às vezes eu penso nos seus filhos
que a vida toda vão te esvaziar os bolsos
pra encontrar um pouco de amor
dentro da sua carteira.
Às vezes eu penso na sua amante
que você embriaga com noites de farra...
Às vezes eu penso na sua mãe
que você não vê desde que seu pai faleceu
e te deixou a velha pele que precisa de cuidados.
Às vezes eu penso na sua família,
se unida, amorosa, unida,
quando se trata de dividir a pensão da vovó...
Às vezes eu penso nos seus amigos,
os mais bonitos, que você convida no sábado
pra enfeitar com sua presença sua nobre casa na Provence...
E bem, eu, seu idiota, você vê...
Seus conselhos idiotas sobre a vida, eu não quero...