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Onde Acaba o Oeste

Anaquim

Inquietação e busca interior em “Onde Acaba o Oeste”

A música “Onde Acaba o Oeste”, de Anaquim, utiliza o universo do faroeste como metáfora para a inquietação interna e a busca constante por algo inalcançável. A letra destaca a sensação de perseguir objetivos que se mostram ilusórios, como fica evidente em versos como “a miragem da miragem da miragem” e “fobia da fobia das fobias”. Esses trechos mostram que tanto os desejos quanto os medos do personagem são construídos sobre camadas de ilusões e receios, criando um ciclo interminável de busca e fuga.

A atmosfera da canção, inspirada pelo produtor Gil Figueiredo, mistura elementos de trilha sonora de western com tango, reforçando a ideia de movimento e urgência. A letra aborda o medo de se acomodar e o desconforto diante da possibilidade de estagnação, como em “E se me encanto, me embebedo e adormeço / E envelheço neste sítio conformado?”. O personagem nunca se permite criar raízes, sempre se sentindo forasteiro, como mostra o verso “Passo por hóspede onde os outros chamam casa / Passo por casas, sendo sempre forasteiro”. O dueto com Viviane aprofunda o conflito interno entre desejo e medo, evidenciando que tanto a busca quanto a fuga são impulsionadas por fantasmas pessoais, como em “Velho fantasma que me leva a gente viva”. Assim, a música reflete sobre a eterna procura por sentido e o receio de se perder no conforto do que é conhecido.

Composição: José Rebola. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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