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Hipótese do Sagrado

Ander y Camus

Hipotesis de lo sagrado

Sé bien de qué está hecho el amor
Neuroquímica, hormonas, creencias que ordenan el caos
Y aun así, cuando te veo
Todo lo que sé, se inclina

He leído del pulso y la dopamina
De la oxitocina cosiendo la herida
De cómo el cerebro inventa un destino
Para no naufragar en lo indefinido

Sé que el deseo es algoritmo en la sangre
Que el apego aprende a pronunciar tu nombre
Que hay mapas sinápticos trazando caminos
Donde creemos que todo es divino

Pero llegas y lo exacto se vuelve misterio
Y la teoría pierde peso frente a tu silencio

Porque aunque entienda el proceso
No explico lo que provocas en mí
Eres la grieta donde entra la luz
La pausa, que no sabía pedir
Si el amor es química y fe
Déjame elegir creer
Entre tantos signos y datos
Tú eres lo que no supe prever

No te nombro diosa por falta de ciencia
Te nombro así por exceso de evidencia
La forma en que ordenas mi ruido
La calma que encuentro si digo tu nombre en voz baja
No eres perfecta, y eso te salva
Eres real, y eso me alcanza
Tu risa desarma mis mecanismos
Tu paso convierte el día en ritmo

Y sí, todo esto es un fenómeno humano
Bendita sea la falla que no puedo calcular

Perdonen mis otros amores si digo
Que si me aceptas, serías la primera
No por negar lo vivido
Sino porque contigo todo empieza de veras

Porque aunque entienda el proceso
No reduzco esto a razón
Hay verdades que no caben
En la ecuación del corazón

Si el amor es un juego de probabilidades
Yo apuesto a tu verdad
Entre miles de variables
Elegirte es mi única realidad

No te prometo eternidades que no controlo
Pero sí presencia cuando el mundo tiemble
Si me dejas
Haré de lo humano algo digno de lo sagrado

Y de lo sagrado
Algo que podamos vivir

Hipótese do Sagrado

Sei bem do que é feito o amor
Neuroquímica, hormônios, crenças que organizam o caos
E mesmo assim, quando te vejo
Tudo que sei, se curva

Li sobre o pulso e a dopamina
Da ocitocina costurando a ferida
De como o cérebro inventa um destino
Pra não naufragar no indefinido

Sei que o desejo é algoritmo no sangue
Que o apego aprende a pronunciar seu nome
Que há mapas sinápticos traçando caminhos
Onde acreditamos que tudo é divino

Mas você chega e o exato se torna mistério
E a teoria perde peso diante do seu silêncio

Porque mesmo entendendo o processo
Não explico o que você provoca em mim
Você é a fenda onde entra a luz
A pausa que eu não sabia pedir
Se o amor é química e fé
Deixe-me escolher acreditar
Entre tantos sinais e dados
Você é o que eu não soube prever

Não te chamo de deusa por falta de ciência
Te chamo assim por excesso de evidência
A forma como organiza meu barulho
A calma que encontro se digo seu nome baixinho
Você não é perfeita, e isso te salva
Você é real, e isso me alcança
Seu riso desarma meus mecanismos
Seu passo transforma o dia em ritmo

E sim, tudo isso é um fenômeno humano
Bendita seja a falha que não consigo calcular

Perdoem meus outros amores se digo
Que se me aceitar, você seria a primeira
Não por negar o vivido
Mas porque com você tudo começa de verdade

Porque mesmo entendendo o processo
Não reduzo isso à razão
Há verdades que não cabem
Na equação do coração

Se o amor é um jogo de probabilidades
Eu aposto na sua verdade
Entre milhares de variáveis
Escolher você é minha única realidade

Não prometo eternidades que não controlo
Mas sim presença quando o mundo tremer
Se você me deixar
Farei do humano algo digno do sagrado

E do sagrado
Algo que possamos viver

Composição: Anderson España Mendoza