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Caminhos do Sena

Andréel

Chemins de Seine

La Seine qui coule
Au lit des poivrots
La bière qui saoûle
Aigrie de vains mots

Nos âmes attablées
Aux tombes d'hier
Nos rires lacérés
Aux larmes paupières

Des chants de misère
S'étalant d'écho
Des luttes amères
Baignant de sang chaud

Des plaines arides
Jalousant d'hiver
Des quêtes avides
Enivrant nos pairs

Des monstres fragiles
Sombrant en pitance
Des astres fossiles
Débris de vengeance

Je suis le mendiant parcourant tes mondes
D'un cri repassant l'intime seconde
Où je vis en toi la fée de mes rêves
Où je pris en toi la croix que je lève

Caminhos do Sena

O Sena que corre
No leito dos bêbados
A cerveja que embriaga
Amarga de palavras vãs

Nossas almas à mesa
Nos túmulos de ontem
Nossos risos rasgados
Com lágrimas nas pálpebras

Cantos de miséria
Ecoando sem fim
Lutas amargas
Banhadas em sangue quente

Planícies áridas
Invejando o inverno
Buscas ávidas
Embriagando nossos pares

Monstros frágeis
Afundando em comida
Astros fósseis
Destroços de vingança

Eu sou o mendigo vagando por teus mundos
Com um grito relembrando o instante íntimo
Onde eu vejo em ti a fada dos meus sonhos
Onde eu peço em ti a cruz que eu levanto

Composição: