Dublin
Reivindico el uno mismo y contigo no se puede
Te bajé la falda y vi entero parís
Me duele el hueso de quererte
Me crecen nueve vientres de vivir
Sólo tengo tres canciones para hacerte reír
Tengo fe y te rezo a besos, en mis brazos crecen flores
Tengo sed de sudor nuestro en la pared
Culpable como un vino añejo
Hace olas que no veo amanecer
Ya te vi desnuda tengo el amor por hacer
Tiemblo como un desfile de gaviotas solas
Que pierden la cordura con tu boca
Y vuelan por los dos.
Me alejo, cuanto mas veo a la luna sola siento
El miedo al hambre del aire que seca el cuerpo
Del hombre que no soy
Miedo, desde hoy no tengo corazón ni tiempo
De arena en el reloj vistiendo al viento
Como diciendo adiós.
Me alejo como un desfile de agua en cualquier río
Rasgando versos de un mismo sentido
Rimado a la razón
Prefiero no bailar a recoger tus pasos
Seguir oyendo como gime este rosal
Por no nadar seguí anclado a cualquier barco
Y no sació mi sed volver al mar
Tengo fe y te rezo a besos, en mis brazos crecen flores
Tengo sed de sudor nuestro hoy en dublín
Dublin
Reivindico o mesmo e contigo não dá
Te puxei a saia e vi Paris inteiro
Me dói o osso de te querer
Me crescem nove ventres de viver
Só tenho três canções pra te fazer rir
Tenho fé e te rezo a beijos, nos meus braços crescem flores
Tenho sede do nosso suor na parede
Culpado como um vinho envelhecido
Faz tempo que não vejo amanhecer
Já te vi nua, tenho o amor pra fazer
Tiemblo como um desfile de gaivotas sozinhas
Que perdem a razão com a tua boca
E voam por nós dois.
Me afasto, quanto mais vejo a lua sozinha sinto
O medo da fome do ar que seca o corpo
Do homem que não sou
Medo, desde hoje não tenho coração nem tempo
De areia no relógio vestindo o vento
Como se estivesse dizendo adeus.
Me afasto como um desfile de água em qualquer rio
Rasgando versos de um mesmo sentido
Rimado à razão
Prefiro não dançar a seguir teus passos
Continuar ouvindo como geme este roseiral
Por não nadar, fiquei ancorado em qualquer barco
E não saciou minha sede voltar ao mar
Tenho fé e te rezo a beijos, nos meus braços crescem flores
Tenho sede do nosso suor hoje em Dublin
Composição: Andrés Suaréz