Arbres Per Na Cati
Anònim a sa gran ciutat, un poema vaig fent.
Se casa ma germana, i li vull fer un present.
Potser una melodia que duri eternament,
Que li recordi que, en cada moment d'afebliment,
Li recitaré si vol lo pi de formentor...
I l'alenaré si cau "amunt! ànima forta!"
Navega nau feta d'amor i joves il·lusions
Si sa mala maror i ses discussions bufen a mal port,
Jo t'enviaré, si vols, de s'ametller una branca.
Per què en facis de ses flors una bandera blanca.
Navegaras molt davant meu, i m'amagareu
Ses algues que tots dos arrabasseu si heu fondejat
Cadena que s'enfila allà on fa més bon surar,
Cadena que me mena a s'ancora de s'enyorar.
Jo te cantaré, si toca, glosses d'un temps enrere
Que de s'arruada soca rebel·li s'olivera
I si es dia no te sol, fulles de taronjer,
Per què escalfin es bressol de s'amor vertader.
Árvores Para a Cati
Anônimo na grande cidade, um poema vou fazendo.
É o casamento da minha irmã, e quero fazer um presente.
Talvez uma melodia que dure eternamente,
Que a lembre que, em cada momento de fraqueza,
Eu recitarei se quiser o pinheiro de Formentor...
E a encorajarei se cair "cima! alma forte!"
Navega, barco feito de amor e jovens ilusões
Se a má maré e as discussões sopram para o mau porto,
Eu te enviarei, se quiser, um galho de amendoeira.
Para que faça das flores uma bandeira branca.
Navegarás muito à minha frente, e me esconderás
As algas que nós dois arrancávamos se ancorássemos.
Corrente que se eleva onde é melhor flutuar,
Corrente que me leva à âncora da saudade.
Eu te cantarei, se tocar, versos de um tempo passado
Que da raiz rebelde da oliveira
E se o dia não tiver sol, folhas de laranjeira,
Para que aqueçam o berço do amor verdadeiro.