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O Anão de Stanislas

Ange

Le nain de Stanislas

Que le diable l'emporte
Le nain de Stanislas
Se lasse
Toujours entre deux portes
Le nain de Stanislas
Menace de rire

Nicolas Ferry
Tel était son nom
D'un roi Lecsinski
Il était bouffon
Le coeur en ficelles

Haut de quelques pouces
Il nous contamine
L'entends-tu qui glousse
Sous les crinolines
Le nez aux dentelles ?

Le diable l'emporte (connais-tu son âme)
Le nain de Stanislas (qui se damne, qui se veut profane)
Se lasse
Toujours entre deux portes (ressens-tu le drame, qui le damne)
Le nain de Stanislas (qui le veut profane)
Menace de rire (qui le tînt jusqu'en son sommeil)

Mettez le Vosgien
Crie dans la luzerne
On lâche le chien
La nuit aux lanternes
Le nain est trop précieux (le nain est trop précieux)

Le diable s'emporte (entends-tu son âme)
Le nain de Stanislas (qui se damne, qui se veut profane)
Se lasse
Toujours entre deux portes (ressens-tu le drame, qui le damne)
Qui le veut profane (le nain de Stanislas)
Qui le tînt dans son dernier sommeil (menace de mourir)

Et oui môssieur
Son dernier sommeil
Le dirigea très loin, très loin
Oh ! beaucoup plus loin
Vers un port de plaisir
Où les nains se nourrissent d'éloquence
Grandissent, grandissent
Au fil des années-lumière
Oui môssieur Stanislas
Pardon Monseigneur
Tu te gavais à ses moqueries
Mais ton nain vole vers une onde
Où le bruit de ton tric-trac
N'écorche même plus ses oreilles
Où tes éclats de rire
S'engloutissent corps et âme
Dans un puits de lumière
Monsieur Stanislas
Dans un puits de lumière

O Anão de Stanislas

Que o diabo o leve
O anão de Stanislas
Está cansado
Sempre entre duas portas
O anão de Stanislas
Ameaça rir

Nicolas Ferry
Esse era seu nome
De um rei Lecsinski
Ele era o bufão
Com o coração em cordas

Altura de alguns centímetros
Ele nos contamina
Ouves ele que ri
Debaixo das crinolinas
Com o nariz nas rendas?

O diabo o leva (conheces sua alma)
O anão de Stanislas (que se damna, que se quer profano)
Está cansado
Sempre entre duas portas (sentes o drama, que o damna)
O anão de Stanislas (que o quer profano)
Ameaça rir (que o segurou até seu sono)

Coloque o Vosgien
Grita na luzernas
Soltem o cachorro
A noite com lanternas
O anão é muito precioso (o anão é muito precioso)

O diabo se leva (ouves sua alma)
O anão de Stanislas (que se damna, que se quer profano)
Está cansado
Sempre entre duas portas (sentes o drama, que o damna)
Que o quer profano (o anão de Stanislas)
Que o segurou em seu último sono (ameaça morrer)

E sim, senhor
Seu último sono
O levou muito longe, muito longe
Oh! muito mais longe
Para um porto de prazer
Onde os anões se alimentam de eloquência
Crescem, crescem
Com o passar dos anos-luz
Sim, senhor Stanislas
Desculpe, Monseigneur
Você se deliciava com suas zombarias
Mas seu anão voa para uma onda
Onde o barulho do seu tric-trac
Nem arranha mais suas orelhas
Onde suas risadas
Se afundam corpo e alma
Em um poço de luz
Senhor Stanislas
Em um poço de luz

Composição: Christian Décamps / Francis Decamps