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Adeus Arrabal (parte. Ángel Vargas)

Angel D'Agostino

Adiós Arrabal (part. Ángel Vargas)

Mañanita arrabalera
Sin taitas por la vereda
Ni pibas en el balcón

Tus faroles apagados
Y los guapos retobados
En tu viejo callejón

Yo te canto envenena'o
Engrupido y amarga'o
Hoy me separó de vos
Adiós, arrabal porteño
Yo fui tu esclavo y tu dueño
Y te doy mi último adiós

Madrecita, yo fui un reo
Y en tus brazos hoy me veo
Lleno de felicidad

Dime mi buena viejita
¿Donde está mi noviecita?
Que no la puedo olvidar

Hoy ya vuelvo arrepentido
Hecho más hombre y más bueno
A la vida del hogar

Perdóname que tu hijo
Tiene un pensamiento fijo
Y nadie lo hará cambiar

El baile Rodríguez Peña
El Mocho y el Cachafaz
De la milonga porteña
Que nunca más volverán
Carnavales de mi vida
Noches bravas
Y al final
Los espiantes de las pibas
En aquel viejo arrabal

Adeus Arrabal (parte. Ángel Vargas)

Pequena manhã no subúrbio
Não há taitas na calçada
Nenhuma garota na varanda

Suas lanternas estão apagadas
E os bonitos e rebeldes
No seu antigo beco

Eu canto para você envenenado
Presunçoso e amargo
Hoje me separou de você
Adeus, subúrbio de Buenos Aires
Eu era seu escravo e seu dono
E eu te dou meu último adeus

Mãezinha, eu era uma prisioneira
E em teus braços hoje me vejo
Cheio de felicidade

Diga-me minha boa e velha senhora
Onde está minha namorada?
Que eu não consigo esquecê-la

Hoje eu volto arrependido
Tornou-se mais homem e melhor
Para a vida em casa

Perdoe-me que seu filho
Tem um pensamento fixo
E ninguém o fará mudar

A dança de Rodríguez Peña
O Mocho e o Cachafaz
Da milonga de Buenos Aires
Que eles nunca mais voltarão
Carnavais da minha vida
Noites corajosas
E no final
Os espiões das meninas
Naquele velho subúrbio

Composição: Carlos C. Lenzi