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Carro Velho

Angel D'Agostino

Viejo Coche

Viejo coche que cuando era
Un muchacho calavera
De madrugada ocupé
Del pasado me ha quedado
Como un recuerdo grabado
De mis éxitos de ayer

Eras nuevo y lustroso
Y tu buen caballo brioso
Por el centro te lució
Viejo coche quien diría
Que a la larga rodarías
Como también rodé yo

Te acordás de aquella noche
Cochero que me quisiste
Qué contento te pusiste
Porque un cariño encontré
Y aquella otra que apenado
Me dijiste vea niño
Hace un rato su cariño
En otro coche se fue

De mis pilchas te pasaba
Aquella que ya no usaba
Toda ropa de valor
Si una fija me corría
Muchas veces si podía
Te llevaba un ganador

Donde quiera que paraba
A tomar te convidaba a mi lado un copetín
Yo tenía mucho vento
Vos sabés que eso no es cuento
Ni me dejarás mentir

Como vos viejo cochero
Resignado solo espero
Lo que la vida dirá
Esperando que en la vida
Eche la última partida
Para poderla copar

Carro Velho

Carro velho que quando eu era
Um jovem rebelde
De madrugada eu ocupava
Do passado ficou
Como uma lembrança gravada
Dos meus sucessos de ontem

Eras novo e reluzente
E teu bom cavalo brioso
Pelas ruas te exibias
Carro velho, quem diria
Que com o tempo rodarias
Assim como eu também rodei

Lembras daquela noite
Cochero, quando me quiseste
Como ficaste contente
Porque encontrei um amor
E aquela outra, triste
Disseste, veja, menino
Há pouco tempo seu amor
Foi embora em outro carro

Eu te passava minhas roupas
Aquelas que já não usava
Toda roupa de valor
Se eu tinha uma aposta certa
Muitas vezes, se pudesse
Te levava um vencedor

Onde quer que eu parasse
Te convidava para tomar um drink ao meu lado
Eu tinha muito vento
Tu sabes que isso não é mentira
E não me deixarás mentir

Como tu, velho cocheiro
Resignado, apenas espero
O que a vida dirá
Esperando que na vida
Faça a última jogada
Para poder ganhá-la

Composição: Esteban Celedonio Flores