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A Violinha

Ángel Parra

La guitarrita

Guitarrita de madera
hecha en la cárcel del pueblo,
¿qué cuerdas he de ponerle
si no tiene clavijero?
¿Qué cuerdas he de ponerle?

Las bordonas suenan bajo
y las primeras se quejan;
cuando canto despacito
voy enterrando mis penas.

Guitarrita de madera,
naciste presa, naciste presa.
Yo compré la libertad
que te encadena, que te encadena.

La guitarra y la mujer
se me figuran estrellas:
una no deja dormir
y la otra lo desvela.
Una no deja dormir.

Guitarra con cuerdas viejas,
nunca la despreciaré,
secretos guarda su caja
que el hombre debe aprender.

A Violinha

Violinha de madeira
feita na prisão do povo,
que cordas eu vou colocar
se não tem tarraxas?
Que cordas eu vou colocar?

As bordonas soam baixo
e as agudas se queixam;
quando canto devagar
vou enterrando minhas mágoas.

Violinha de madeira,
nasceste presa, nasceste presa.
Eu comprei a liberdade
que te acorrenta, que te acorrenta.

A guitarra e a mulher
me parecem estrelas:
uma não deixa dormir
e a outra me desvela.
Uma não deixa dormir.

Violinha com cordas velhas,
jamais vou desprezar,
segredos guarda sua caixa
que o homem deve aprender.

Composição: Angel Parra