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Moral no funeral

Angela Aki

Moral no soushiki

ふくろうのなきごえは「しん」のけいほうで
fukurou no nakigoe wa "shin" no keihou de
やみがきずぐちをひらいてまんげつをだす
yami ga kizuguchi wo hiraite mangetsu wo dasu
しんじゃからふしんじんしゃ しんぷたちまで
shinja kara fushinjinsha shinpu-tachi made
もふくをきてかぜのこえにみみをすましった
mofuku wo kite kaze no koe ni mimi wo sumashita

こよいはMORAlのそうしきだ
koyoi wa MORAl no soushiki da
Pater Noster
Pater Noster

ながれぼしはそらのなみだ
nagareboshi wa sora no namida
きぎのおえつがもりにはびく
kigi no oetsu ga mori ni hibiku
みずうみはひあいをみなもをわたるかぜにつたえ
mizuumi wa hiai wo minamo wo wataru kaze ni tsutae
そのかぜがみなをそうぎばによんだ
sono kaze ga mina wo sougiba ni yonda

こよいはMORAlのそうしきだ
koyoi wa MORAl no soushiki da

まえのほうにあいがすわりそのとなりには
mae no hou ni ai ga suwari sono tonari ni wa
てつがくがTABAKOをくわえおもいにふける
tetsugaku ga TABAKO wo kuwae omoi ni fukeru
PURAIDOとけんしんはそのまうしろで
PURAIDO to kenshin wa sono maushiro de
やけにしんこくなかおをしてはなしこんでいる
yake ni shinkoku na kao wo shite hanashikonde iru

だれもがどうようをかくせない
daremo ga douyou wo kakusenai
Pater Noster
Pater Noster

ちえにてをひかれたまだおさないむくが
chie ni te wo hikareta mada osanai muku ga
ひつきのなかにしろいばらをなげこむと
hitsuki no naka ni shiroi bara wo nagekomu to
りせいがせきをたってくろいBE-RUをまくり
risei ga seki wo tatte kuroi BE-RU wo makuri
しきのさいごにみなのまえで
shiki no saigo ni mina no mae de
ゆっくりとかたりはじめた
yukkuri to katarihajimeta

むすことのとつぜんのわかれにわたしはいま
"musuko to no totsuzen no wakare ni watashi wa ima
こころをみだしている
kokoro wo midashite iru
りんとしたかれのこえまっすぐなまなざしを
rin to shita kare no koe massugu na manazashi wo
いつまでもわすれない
itsu made mo wasurenai

いまでもきっととうだいのように
ima demo kitto toudai no you ni
わたしたちをてらしている
watashi-tachi wo terashite iru
まよったときはぐれたときみちがみえないとき
mayotta toki hagureta toki michi ga mienai toki
ぜんとあくのふしめにそっと
zen to aku no fushime ni sotto
あなたのこころにかれはいきつづける
anata no kokoro ni kare wa ikitsudzukeru"

Pater Noster
Pater Noster

どうじょうがはげしくうなずきはくしゅがおき
doujou ga hageshiku unazuki hakushu ga oki
しんじつがりせいのみにもとでいった
shinjitsu ga risei no mimimoto de itta

わたしもむすこがいたの
"watashi mo musuko ga ita no
きぼうがいなくなってもかれはいまでも
kibou ga inaku nattemo kare wa ima demo
みなのなかでいきている
mina no naka de ikite iru"

ふくろうがなきやんでとびたったころ
fukurou ga nakiyande tobitatta koro
あさもやをかきわけながらたいようがでた
asamoya wo kakiwakenagara taiyou ga deta

Moral no funeral

o lamento do coruja é um aviso de "morte"
abre a ferida da escuridão e revela a lua cheia
dos crentes aos descrentes, até os sacerdotes
vestindo luto, ouviram a voz do vento

hoje à noite é o funeral da MORAL
Pai Nosso

a estrela cadente é a lágrima do céu
os ecos das árvores ressoam na floresta
o lago transmite a tristeza ao vento que atravessa a margem
esse vento chamou todos para a cerimônia

hoje à noite é o funeral da MORAL

do lado de cá, o amor se acomoda, ao lado dele
a filosofia fuma um cigarro, preenchendo a mente
orgulho e devoção se entrelaçam nesse momento
com um rosto severo, eles se envolvem na conversa

ninguém consegue esconder a sua verdadeira natureza
Pai Nosso

a sabedoria atrai as mãos de uma criança ainda ingênua
quando arremesso uma rosa branca no meio da lua
a razão se ergue e a cerveja escura se derrama
no final das estações, diante de todos
começou a contar lentamente

"com a súbita separação do meu filho, eu agora
estou expondo meu coração
sua voz clara e seu olhar direto
nunca vou esquecer

mesmo agora, com certeza, como um farol
nos ilumina
nos momentos de dúvida, nos momentos de desvio, quando o caminho não é visível
na interseção do bem e do mal, suavemente
em seu coração, ele continua a viver"

Pai Nosso

o templo balança intensamente, aplausos ecoam
a verdade falou ao pé da razão

"eu também tive um filho
mesmo que a esperança tenha desaparecido, ele ainda vive
dentro de todos nós"

quando a coruja gritou e voou
o sol surgiu enquanto a neblina se dissipava

Composição: Angela Aki