Molti Topi
e mi batto la mano sul petto
a memoria del mio delitto
e il cancello del carcere
è stretto
ah poveretto me poveretto
all'alba ci sputa un treno
sul pavimento scuro
povero Oscar povero Arturo
e molti topi son sempre pochi
rispetto agli uomini uomini
uomini e molti topi son sempre
pochi se son più gli uomini
se il pigiama è ogni giorno
più corto vuole dire che sto
crescendo e mi asciugo le ossa
al vento non mi lamento non
mi lamento mentre con gli altri
in fila dentro il cortile
vado raccolgo piattole
pidocchi e viole
e molti topi son sempre pochi
rispetto agli uomini uomini
uomini e molti topi che dio li
affoghi se son più gli uomini
e mi batto la mano sul petto
a memoria del mio delitto
e mi asciugo col fazzoletto
ma non la smetto no
non la smetto
Muitos Ratos
e eu bato a mão no peito
em memória do meu crime
e o portão da prisão
é apertado
ah coitado de mim coitado
ao amanhecer um trem cospe na gente
no chão escuro
pobre Oscar pobre Arturo
e muitos ratos são sempre poucos
perto dos homens homens
homens e muitos ratos são sempre
poucos se são mais os homens
se o pijama é todo dia
mais curto quer dizer que eu tô
crescendo e me seco os ossos
no vento não me queixo não
me queixo enquanto com os outros
na fila dentro do pátio
vou e pego piolhos
lixos e violetas
e muitos ratos são sempre poucos
perto dos homens homens
homens e muitos ratos que Deus os
afogue se são mais os homens
e eu bato a mão no peito
em memória do meu crime
e me seco com o lenço
mas não paro não
não paro