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Dança do Cemitério

Angizia

Totenackerswing

Behutsam wird der Sarg des Mädchens (im Prinzessinnenkleid) auf einem müden Leichenkarren in den Friedhof geschoben. Hinter dem Sargkarren ächzt ein dicker Mann mit Hut (es ist der vor Jahren tot gemeinte Puppenspieler Jonathan). Dicht an ihre Grabsteine gelehnt frohlocken vermeintlich Tote mit roten Kussmalen, die ihre gellende Zuneigung zu frischen Leichen verraten. Mit ihren langen kalten Fingern strecken sich all die Toten nach der auffällig besetzten Totenlade. Das Mädchen in ihrem graziösen Puffärmelkleidchen zerfällt fast ob der Dutzenden klobigen Hände, die schamlos in die weit geöffnete Kiste stoben und den toten Kindsleib argwöhnisch befallen und mit klammer Erde beschmieren. Überall schwarze Puppen, die das Kind in ihrer kleinen, doch seltsamen Welt begrüßen wollen und ein irrwitziges Totenliedchen anstimmen. Der Totenacker tanzt den Totenackerswing!

EINLEITUNG

Der Sarg des Mädchens (im Prinzessinnenkleid) wird in den Friedhof geschoben.

DIE BUCKLIGE

Es schleppt der Leichenzug ein Kindlein herbei,
es schlug ihr der Kirchhof den Schädel entzwei.
S' Kindlein ist tot, geschminkt furchtbar rot.
Seht bloß, das Kindlein - es ist tot!

Solo Klarinette.

DIE SCHWARZEN PUPPEN (schauen in den Sarg des toten Mädchens)

Seht den toten Fratz im Sarg
Seht das kecke Ding!
Wie es liegt, das Kleidchen glänzt!
Ach, tanzt den Totenackerswing.

Küsst es doch, das schöne Kind,
leckt das kalte Fleisch.
Es lebe hoch der Leichenbalg,
der hier nach kaltem Bette heischt.
Solo Violine.

DIE BUCKLIGE (Klarinette setzt ein)

Legt es ins Bettchen und feiert seinen Tod.
S'Kindlein ist unter der Erd' erst ganz tot.

BERTRAM, DER KNECHT

Das Kindlein wacht im Totenschrein und scheint für heute tot zu sein.
Gewahrt es doch, ja lebt es noch, ja lebt es denn im Schrein?

DAS MÄDCHEN (im Prinzessinnenkleid)

...summt ein Kinderlied

Solo Klarinette.

DAS MÄDCHEN (im Prinzessinnenkleid)

Sie zerrten das Kind in ein Bettchen aus Holz,
es griente und küsste die Puppen gewollt.
S' Kindlein ist tot, geschminkt furchtbar rot.
Seht bloß, das Kindlein - es ist tot!

DIE SCHWARZEN PUPPEN (DER DICKE JONATHAN)

Tanzt den Totenackerswing,
hebt die Beinchen hoch.
Das Mädchen im koketten Kleid,
es tanzt den Totenackerswing.

Hebt es aus der Truhe dann,
empor auf Teufels Acker,
Seht euch dieses Kindlein an,
es swingt ´ne Tote schicke-schacker!

Solo Violine.

DIE BUCKLIGE (Klarinette setzt ein)

Legt es ins Bettchen und feiert seinen Tod.
S'Kindlein ist unter der Erd' erst ganz tot.

BERTRAM, DER KNECHT

Das Kindlein wacht im Totenschrein und scheint für heute tot zu sein.
Gewahrt es doch, ja lebt es noch, ja lebt es denn im Schrein?

Solo Violine.

BERTRAM, DER KNECHT

Totenackerswing! Tanzt den, ja tanzt den Leichenswing!
Es tanzt der Totenacker…den Totenackerswing!

Dança do Cemitério

Cuidadosamente, o caixão da menina (com vestido de princesa) é empurrado em um carro de defunto cansado até o cemitério. Atrás do carro, um homem gordo de chapéu (é o marionetista Jonathan, que se pensava morto há anos) geme. Encostados nas lápides, supostos mortos se regozijam com marcas de batom vermelho, revelando sua estridente afeição por corpos frescos. Com seus longos dedos frios, todos os mortos se esticam em direção ao caixão chamativo. A menina em seu vestido de mangas bufantes quase se desfaz diante das dezenas de mãos desajeitadas que, sem vergonha, se atiram na caixa escancarada, atacando o corpinho morto com desconfiança e cobrindo-o com terra úmida. Por toda parte, bonecas negras que querem dar boas-vindas à criança em seu pequeno, mas estranho mundo, começam a entoar uma canção insana dos mortos. O cemitério dança a dança do cemitério!

INTRODUÇÃO

O caixão da menina (com vestido de princesa) é empurrado para o cemitério.

A CORCUNDA

O cortejo fúnebre traz uma criança,
e o cemitério quebrou sua cabeça.
A criança está morta, pintada de vermelho.
Olhem só, a criança - ela está morta!

Solo de clarinete.

AS BONECAS NEGRAS (olham para o caixão da menina morta)

Olhem a carinha morta no caixão
Olhem a coisinha atrevida!
Como ela está, o vestido brilha!
Ah, dancem a dança do cemitério.

Beijem-na, a linda criança,
lambe a carne fria.
Viva o corpo em decomposição,
que aqui pede uma cama fria.
Solo de violino.

A CORCUNDA (clarinete entra)

Coloquem-na na caminha e celebrem sua morte.
A criança está sob a terra, completamente morta.

BERTRAM, O SERVIÇO

A criança acorda no caixão e parece estar morta por hoje.
Mas será que ela ainda vive, sim, vive no caixão?

A MENINA (com vestido de princesa)

...canta uma canção infantil

Solo de clarinete.

A MENINA (com vestido de princesa)

Eles arrastaram a criança para uma caminha de madeira,
e ela sorriu e beijou as bonecas de propósito.
A criança está morta, pintada de vermelho.
Olhem só, a criança - ela está morta!

AS BONECAS NEGRAS (O GORDO JONATHAN)

Dancem a dança do cemitério,
levantem as perninhas.
A menina no vestido provocante,
elas dançam a dança do cemitério.

Tirem-na do baú então,
para o campo do diabo,
Olhem para essa criança,
ela faz um swing de defunto!

Solo de violino.

A CORCUNDA (clarinete entra)

Coloquem-na na caminha e celebrem sua morte.
A criança está sob a terra, completamente morta.

BERTRAM, O SERVIÇO

A criança acorda no caixão e parece estar morta por hoje.
Mas será que ela ainda vive, sim, vive no caixão?

Solo de violino.

BERTRAM, O SERVIÇO

Dança do cemitério! Dancem, sim, dancem o swing dos mortos!
O cemitério dança... a dança do cemitério!

Composição: