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Noches Asuncenas
Aníbal Lovera y Su Conjunto
Noites Assuncenas
Noches Asuncenas
Noites assuncenas, tua Lua de prata reflete minha almaNoches asuncenas, tu Luna de plata refleja mi alma
E se ouve na calma a doce guarania de um ñembyasyY se oye en la calma la dulce guarania de un ñembyasy
E canta um boêmio seus castos amores junto a uma janelaY canta un bohemio sus castos amores junto a una ventana
Enquanto sua princesa soluça na angústia de seu kerasyMientras su princesa solloza en la angustia de su kerasy
Se ouve em teu subúrbio uma regia serenata quebrando o silêncioSe oye en tu suburbio regia serenata violando el silencio
Violão que geme a imensa tristeza de um coração fielGuitarra que gime la inmensa tristeza de un fiel corazón
E harpa que chora deixando nu seu eterno lamentoY arpa que llora dejando desnudo su eterno lamento
E uma alma que sofre de esperar cansada ao pé da sacadaY un alma que sufre de esperar cansada al pie del balcón
O azul sereno do teu céu lindo coberto de estrelasEl azul sereno de tu cielo hermoso cubierto de estrellas
A Lua que vaga como uma pálida deusa que busca um amorLa Luna que vaga cual pálida diosa que busca un amor
E na tua rua Palma ao passar contemplo as mulheres lindasY en tu calle Palma al pasar contemplo las mujeres bellas
Que à minha alma brindam como uma esperança seu sorriso em florQue a mi alma brindan como una esperanza su sonrisa en flor
Noites assuncenas, noite da minha pátria, quanto eu te queroNoches asuncenas, noche de mi patria, cuánto yo te quiero
Pareces a noiva que minha imensa dor sonhou consolarPareces la novia que mi pena inmensa soñó consolar
Por isso meu canto ontem quando estava em triste desterroPor eso mi canto ayer cuando estaba en triste destierro
Foi teu nome doce como o de minha mãe que aprendi a chamarFue tu nombre dulce como el de mi madre que aprendí a llamar
Noites assuncenas, noites da minha pátria distante e queridaNoches asuncenas, noches de mi patria lejana y querida
Nunca esqueceu minha alma boêmia em seu eterno andarNunca te ha olvidado mi alma bohemia en su eterno andar
Sempre te cantou um belo poema oculto em sua feridaSiempre te ha cantado un bello poema oculto en su herida
Que às vezes sangrava evocando a sós meu ParaguaiQue a veces sangraba evocando a solas a mi Paraguay
Noites assuncenas, noites da minha pátria, eu nunca te esqueçoNoches asuncenas, noches de mi patria, yo nunca te olvido
Por ti foi meu canto, por ti foi minha glória, por ti meu sofrerPor ti fue mi canto, por ti fue mi gloria, por ti mi sufrir
Por isso se eu morrer em terras estranhas, Assunção, te peçoPor eso si muero en tierras extrañas, Asunción, te pido
Que me dês um leito que sob teu céu eu quero dormirQue me des un lecho que bajo tu cielo yo quiero dormir



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