A Homero (part. Roberto Goyeneche)
Fueron años
De cercos y glicinas
De la vida en orsai
Del tiempo loco
Tu frente triste
De pensar la vida
Tiraba madrugadas
Por los ojos
Y estaba el terraplén
Y todo el cielo
La esquina del zanjón
La casa azul
Todo se fué
Trepando su misterio
Por los repechos
De tu barrio sur
Vamos
Vení de nuevo a las doce
Vamos
Qué está esperando Barquina
Vamos
¿No ves que Pepe está noche
No ves que el viejo está noche
No va a faltar a la cita?
Vamos
Total al fín
Nada es cierto
Y esta hermano despierto
Juntito a Disepolín
Ya punteaba
La muerte su milonga
Tu voz cayó el adiós
Qué nos dolía
De tanto andar
Sobrandole a las cosas
Prendido en un final
Falló la vida
Ya se que no vendrás
Pero aunque cursi
Te esperará lo mismo
El paredón
Y el tres y dos
De la parada inútil
Y el fraternal rincón
De nuestro adiós
Ao Homero (part. Roberto Goyeneche)
Foram anos
De cercas e glicínias
Da vida em desvio
Do tempo maluco
Sua testa triste
De pensar na vida
Desperdiçava madrugadas
Pelos olhos
E estava o aterro
E todo o céu
A esquina do buraco
A casa azul
Tudo se foi
Subindo seu mistério
Pelos morros
Do seu bairro sul
Vamos
Vem de novo às doze
Vamos
O que Barquina está esperando
Vamos
Não vê que o Pepe está à noite
Não vê que o velho está à noite
Não vai faltar ao encontro?
Vamos
No fim das contas
Nada é certo
E esse irmão acordado
Pertinho do Disepolín
Já estava tocando
A morte sua milonga
Sua voz caiu o adeus
Que nos doía
De tanto andar
Desprezando as coisas
Pegos em um final
A vida falhou
Já sei que não virá
Mas mesmo que piegas
Te esperará do mesmo jeito
O paredão
E o três e dois
Da parada inútil
E o canto fraternal
Do nosso adeus
Composição: Cátulo Castillo