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A Cantina (parte. Jorge Casal)

Anibal Troilo

La Cantina (part. Jorge Casal)

Ha plateado la Luna
Él riachuelo
Y hay un barco
Que vuelve del mar
Con un dulce
Pedazo de cielo
Con un viejo puñado de sal

Golondrina
Pérdida en el viento
Porque calle remota
Andará
Con un paso de alcohol
Y de miedo
Tras el vidrio
Empañado de un bar

La cantina
Llora siempre que te evoca
Cuando toca piano, piano
Su acordeón el italiano

La cantina
Es un poco de la vida
Donde estabas escondida
Tras el hueco de mi mano
De mi mano

Que te llama silenciosa
Mariposa que al volar

Me dejó sobre la boca, si
Me dejó sobre la boca
Su salado gusto a mar

Se ha dormido
Entre jarcias la Luna
Llora un tango
Su verso tristón

Y entre un poco
De viento y de espuma
Llega el eco
Fatal de tu voz

Tarantela del barco italiano
La cantina se ha puesto feliz
Pero siento que llora lejano
Su recuerdo vestido de gris

A Cantina (parte. Jorge Casal)

Prateou a Lua
O riacho
E tem um navio
Que retorna do mar
Com um doce
Pedaço do céu
Com um velho punhado de sal

Engolir
Perda no vento
Porque rua remota
Vai andar
Com um toque de álcool
E assustador
Atrás do vidro
Barra manchada

A cantina
Ele chora sempre que pensa em você.
Quando ele toca piano, piano
O acordeão dele é italiano

A cantina
É um pouco da vida
Onde você estava se escondendo?
Através da palma da minha mão
Da minha mão

Que te chama silenciosamente
Borboleta que voa

Ele me deixou na boca, sim
Ele me deixou na boca
Seu sabor salgado do mar

Ele adormeceu
A Lua Entre o Aparelhamento
Chore um tango
Seu verso triste

E entre um pouco
De vento e espuma
O eco chega
Fatal da sua voz

Tarantela do navio italiano
A cantina ficou feliz
Mas eu o sinto chorando ao longe
Sua memória vestida de cinza

Composição: Cátulo Castillo