Azul Alpino
Não sei a distância
Vou pela beirada da cidade enfeitada
De repente, a linha de defesa pra não ouvir
Fingindo não ver nada
As pessoas correndo à beira do rio estão sem fôlego
Ainda carrego comigo as perguntas que fiz a mim mesmo ontem
A luz do dia, tão comum e saudável, é ofuscante demais pra mim
Estou pirando
Só respiro o vento seco
Não está tão frio assim
Mesmo que o primeiro trem comece a andar agora
Estou encantado com o céu que clareia
Não sei a distância
Lembro das estações que passaram vividamente
Até conseguir ignorar e contornar, tudo faz parte do pacote
Como sempre
O que pisca é o lampião da rua
Ou será o sonho ou desejo de alguém que se despedaçou?
Ou será que o que se apaga é o lampião da rua?
Ou será o sonho ou desejo de alguém que se perdeu?
Ou será
Só respiro o vento seco
Não está tão frio assim
Ainda estou aqui neste lugar
Encantado com o céu que clareia