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Brindando

Anthrés

Brindo

Manejo mi Chevy viendo la banqueta
Pasando el parque donde me besabas
Tus fotos se doblan junto a mis maletas
Y esta pinche ciudad me golpea en la cara

No soy el príncipe que te imaginabas
Solo un necio poeta sin sus cuentas pagadas
Entre tantos problemas aún te quedabas
Y en el fondo temía que conmigo te ahogaras

Con una botella de whisky a mi lado
Escribo tu nombre y regreso al pasado
Y cuando me miran con los ojos cansados
Respondo que bebo por lo que has quebrado

Brindo aunque sé que me mata
Manejo en la noche a darte serenatas
Me sé de memoria el camino a tu casa
Pero cuando llego un nuevo amor te abraza

Brindo pa' callar esas voces
Que dentro de mí no aceptan que te vayas
Ahora en cada fiesta pierdo la mirada
Y me preguntan, wey, ¿por qué te callas?
Pero aunque tome mil copas no borran tu cara

Sigo tocando la misma guitarra
Y me corto los dedos con sus cuerdas oxidadas
Canto en un bar con la voz desafinada
La canción de amor que antes te encantaba

Prendo un cigarro, antes no fumaba
Peleo con extraños que antes ignoraba
Mi madre me ha dicho que está preocupada
Al verme llegar con las manos hinchadas

Con otra botella vacía en la mesa
Me hundo en personas que nunca regresan
Cuando me miran con las piernas inquietas
Respondo que tiemblan cuando te piensan

(Brindo aunque sé que me mata)
(Manejo en la noche a darte serenatas)
(Me sé a memoria el camino a tu casa)
(Pero cuando llego un nuevo amor te abraza)

Brindo pa' callar esas voces
Que dentro de mí no aceptan que te vayas
Ahora en cada fiesta pierdo la mirada
Y me preguntan, wey, ¿por qué te callas?

(Yo brindo aunque sé que me mata)
(Por qué es más fácil morir)
(Que vivir sin ti)

Brindo aunque sé que me mata
Manejo en la noche a darte serenatas
Me sé de memoria el camino a tu casa
Pero cuando llego un nuevo amor te abraza

Brindo pa' callar esas voces
Que dentro de mí no aceptan que te vayas
Ahora en cada fiesta pierdo la mirada
Y me preguntan, wey, ¿por qué te callas?

Brindando

Dirigindo meu Chevy olhando pra calçada
Passando pelo parque onde me beijavas
Suas fotos se amassam junto às minhas malas
E essa cidade filha da puta me bate na cara

Não sou o príncipe que você imaginava
Apenas um poeta teimoso sem suas contas pagas
Entre tantos problemas, você ainda ficava
E no fundo, eu temia que contigo me afogasse

Com uma garrafa de whisky ao meu lado
Escrevo seu nome e volto ao passado
E quando me olham com os olhos cansados
Respondo que bebo pelo que você quebrou

Brindo, embora saiba que isso me mata
Dirijo à noite pra te dar serenatas
Conheço de cor o caminho pra sua casa
Mas quando chego, um novo amor te abraça

Brindo pra calar essas vozes
Que dentro de mim não aceitam que você vá
Agora em cada festa perco o olhar
E me perguntam, cara, por que você se cala?
Mas mesmo que eu tome mil copos, não apagam seu rosto

Continuo tocando a mesma guitarra
E me corto os dedos com suas cordas enferrujadas
Canto em um bar com a voz desafinada
A canção de amor que antes te encantava

Acendo um cigarro, antes não fumava
Brigo com estranhos que antes ignorava
Minha mãe me disse que está preocupada
Ao me ver chegar com as mãos inchadas

Com outra garrafa vazia na mesa
Me afundo em pessoas que nunca voltam
Quando me olham com as pernas inquietas
Respondo que tremem quando te pensam

(Brindo, embora saiba que isso me mata)
(Dirijo à noite pra te dar serenatas)
(Canho de cor o caminho pra sua casa)
(Mas quando chego, um novo amor te abraça)

Brindo pra calar essas vozes
Que dentro de mim não aceitam que você vá
Agora em cada festa perco o olhar
E me perguntam, cara, por que você se cala?

(Eu brindo, embora saiba que isso me mata)
(Por que é mais fácil morrer)
(Do que viver sem você)

Brindo, embora saiba que isso me mata
Dirijo à noite pra te dar serenatas
Conheço de cor o caminho pra sua casa
Mas quando chego, um novo amor te abraça

Brindo pra calar essas vozes
Que dentro de mim não aceitam que você vá
Agora em cada festa perco o olhar
E me perguntam, cara, por que você se cala?

Composição: Juan Andres Zepeda