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Frevo em Tamandaré

Antonia Adnet

Letra

    Sei qualquer razão
    Que o tempo tem
    Que o sentimento
    Há de vir sem querer
    Que venha
    Há de, assim, suspender
    O ar
    Em cada passo
    Em cada abraço
    Há pouco espaço à solidão
    Coisa de aventura
    Coisa de loucura
    Nem lá, nem cá
    Não sei
    Aconteceu
    De ser assim
    Que um fim-de-tarde
    Há de vir sem querer
    Que venha
    Há de, assim, suspender
    O ar
    Um coração
    Que nunca para
    Não repara a solidão
    Coisa de criança
    Coisa da lembrança
    Nem cá, nem lá
    Sei não
    Sombra, o caramanchão
    Poeira e cal
    Águas de igarapé
    A rede, o sal
    Noites de lampião
    O vento, o mar
    Frevo em Tamandaré
    E o tempo vai
    Hoje, ao cair do dia
    Quase não me valia
    A mim a vida mais
    Hoje, talvez eu veja
    Tudo que eu mais desejo
    É sempre amar demais

    Composição: Antonia Adnet / Daniel Basilio. Essa informação está errada? Nos avise.

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