L'estel D'aquari
Seguesc es ritme lent d'un dromedari,
Coneix s'estel d'aquari,
Sa ruta de ponent.
Es vespre de marès és solitari,
No sé s'itinerari,
M'embulla un pensament.
S'ona me pren i me ferma i m'enfonsa
A un pou de floridura,
No sé seure i no sé triar es camí si se bifurca.
S'ona me pren i me ferma i m'enfonsa
A un pou de floridura,
No sé seure i no sé triar es camí si se bifurca.
A nit no m'he escapat de sa neurosi,
Me toca sobredosi,
He de seguir visquent.
M'acabaré tot sol i mil·lenari,
Ferit a tall de crani,
Ja no me curaré.
Adéu a tots,
Partiré de ca nostra.
Hi ha un incendi
En es quarto de devora.
Piràmides en runes sense déus,
Llegesc un diccionari
Gravat en es ciment.
D'enfora reconec s'observatori,
S'escola d'un cronopi
Que no té res a fer.
S'ona me pren i me ferma i m'enfonsa
A un pou de floridura,
No sé seure i no sé triar es camí si se bifurca.
S'ona me pren i me ferma i m'enfonsa
A un pou de floridura,
No sé seure i no sé triar es camí si se bifurca.
Seguesc es ritme lent d'un dromedari,
Coneix s'estel d'aquari,
Sa ruta de ponent.
Es vespre de marès és solitari,
No sé s'itinerari,
M'embulla un pensament.
A nit no m'he escapat de sa neurosi,
Me toca sobredosi,
He de seguir visquent.
M'acabaré tot sol i mil·lenari,
Ferit a tall de crani,
Ja no me curaré.
Adéu a tots,
Partiré de ca nostra.
Hi ha un incendi
En es quarto de devora.
Adéu a tots,
Partiré de ca nostra.
Hi ha un incendi
En es quarto de devora ...
S'ona me pren i me ferma i m'enfonsa
A un pou de floridura,
No sé seure i no sé triar es camí si se bifurca.
S'ona me pren i me ferma i m'enfonsa
A un pou de floridura,
No sé seure i no sé triar es camí si se bifurca, no.
A Estrela do Aquário
Segue o ritmo lento de um dromedário,
Conhece a estrela do aquário,
A rota do ocidente.
A noite de areia é solitária,
Não sei o itinerário,
Um pensamento me confunde.
A onda me pega e me prende e me afunda
Num poço de floridura,
Não sei sentar e não sei escolher o caminho se bifurca.
A onda me pega e me prende e me afunda
Num poço de floridura,
Não sei sentar e não sei escolher o caminho se bifurca.
À noite não escapei da neurose,
Me toca uma sobredose,
Tenho que continuar vivendo.
Vou acabar sozinho e milenar,
Ferido na cabeça,
Já não vou me curar.
Adeus a todos,
Vou partir de casa.
Tem um incêndio
No quarto ao lado.
Pirâmides em ruínas sem deuses,
Leio um dicionário
Gravado no cimento.
De fora reconheço o observatório,
A escola de um cronopi
Que não tem nada a fazer.
A onda me pega e me prende e me afunda
Num poço de floridura,
Não sei sentar e não sei escolher o caminho se bifurca.
A onda me pega e me prende e me afunda
Num poço de floridura,
Não sei sentar e não sei escolher o caminho se bifurca.
Segue o ritmo lento de um dromedário,
Conhece a estrela do aquário,
A rota do ocidente.
A noite de areia é solitária,
Não sei o itinerário,
Um pensamento me confunde.
À noite não escapei da neurose,
Me toca uma sobredose,
Tenho que continuar vivendo.
Vou acabar sozinho e milenar,
Ferido na cabeça,
Já não vou me curar.
Adeus a todos,
Vou partir de casa.
Tem um incêndio
No quarto ao lado.
Adeus a todos,
Vou partir de casa.
Tem um incêndio
No quarto ao lado...
A onda me pega e me prende e me afunda
Num poço de floridura,
Não sei sentar e não sei escolher o caminho se bifurca.
A onda me pega e me prende e me afunda
Num poço de floridura,
Não sei sentar e não sei escolher o caminho se bifurca, não.