Ingrata Palomita
Traigo dos plumitas blancas que me dio una palomita
Cuando le saqué una espina que tenía entre sus alitas
Me dijo casi llorando: ¿Qué haré yo con estos males?
Traigo heridas mis dos alas por volar en los zarzales
Yo le dije: Palomita, vente pa' mi palomar
Allí tengo mi enramada donde te podrás sombrear
Palomita, palomita, no se ande despalomizando
Que aquí está su gavilancito
¡Uah, papá!
Le formé un nido de amores en la mata de un rosal
De le da seco las flores y ella se me echó a volar
Anda ingrata palomita, ve que te perdone Dios
La espina que te mataba se clavó en mi corazón
O le dije: Palomita, vente pa' mi palomar
Allá tengo mi enramada donde te podrás sombrear
Pombinha Ingrata
Traço duas penas brancas que uma pombinha me deu
Quando tirei um espinho que tinha entre suas asinhas
Ela me disse quase chorando: O que eu vou fazer com esses males?
Minhas duas asas estão feridas por voar nos espinheiros
Eu disse pra ela: Pombinha, vem pro meu poleiro
Lá tenho meu abrigo onde você pode se refrescar
Pombinha, pombinha, não fique se afastando
Que aqui está seu gaviãozinho
Uah, papai!
Fiz um ninho de amores na sombra de um roseiral
Mas as flores secaram e ela resolveu voar
Anda ingrata pombinha, que Deus te perdoe
O espinho que te matava se cravou no meu coração
Ou eu disse: Pombinha, vem pro meu poleiro
Lá tenho meu abrigo onde você pode se refrescar
Composição: Pedro Dávila González