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Caipora do Mato

Antonio Barros

Letra

    Eu nasci no mato, e sou matuto do bom
    Sempre canto no tom nunca desafinei
    E de uma sanfona, nunca me separei

    Sou caipora do mato, sou madeira de lei
    Me criei no cangaço, mas eu nunca matei

    Mas eu nunca matei um
    Matar um nunca matei
    Mas eu nunca matei um,
    Porque nunca desejei

    Mas eu sou cruel, sou parada dura
    Ninguém segura quando eu tomo uma bicada
    Daquela danada
    Daquela que a Maria me dá todo dia
    Que provoca uma agonia
    Pelos cantos da latada


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