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Ó Pinheiro Meu Irmão

António Pelarigo

Letra

    Ribeiro não corras mais
    Que não hás-de ser eterno
    O verão vai-te roubar
    O que te deu o inverno

    Até a lenha no monte tem sua
    Separação
    Duma lenha se faz santos e
    Doutra lenha se faz carvão

    Ando caído em desgraça
    O que é que eu hei-de fazer
    Todos os santos que pinte
    Demónios têm que ser

    São tão grandes minhas penas
    Que me deitam a afogar
    Vêm umas atrás das outras
    Tal como as ondas andam no
    Mar

    Apanho e como as raízes
    Que estão debaixo da terra
    Só as ramas as não como
    Porque essas o vento as leva

    Ó pinheiro meu irmão, tu
    Também és como eu
    Também tu estendes em vão
    Ó pinheiro irmão, teus braços
    P’ro céu

    Composição: Amália Rodrigues. Essa informação está errada? Nos avise.

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