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El Cosechero

António Zambujo

Letra

O Cosechero

El Cosechero

O velho rio que vaiEl viejo río que va
Cruzando o amanhecerCruzando el amanecer
Como um grande camaloteComo un gran camalotal
Leva a balsa em seu louco vai e vemLleva la balsa en su loco vaivén

Rumo à colheita, cosechero eu sereiRumbo a la cosecha, cosechero yo seré
E, entre flocos brancos, minha esperança cantareiY, entre copos blancos, mi esperanza cantaré
Com mãos calejadas, deixarei no algodão meu coraçãoCon manos curtidas, dejaré en el algodón mi corazón
A terra do Chaco, quebrachera e montanhesaLa tierra del Chaco, quebrachera y montaraz

Arderá em minha sangue com um ronco sapucayPrenderá en mi sangre con un ronco sapucay
E será nele o sulco, meu chapéu sob o Sol, farol de luzY será en él el surco, mi sombrero bajo el Sol, faro de luz

Algodão que se vai, que se vai, que se vaiAlgodón que se va, que se va, que se va
Grana mole, molhada de Lua e suorPlata blanda, mojada de Luna y sudor
Um ranchinho bêbado, de sonhos e amor, eu queroUn ranchito borracho, de sueños y amor, quiero yo

Algodão que se vai, que se vai, que se vaiAlgodón que se va, que se va, que se va
Grana mole, molhada de Lua e suorPlata blanda, mojada de Luna y sudor
Um ranchinho bêbado, de sonhos e amor, eu queroUn ranchito borracho, de sueños y amor, quiero yo

De Corrientes eu venhoDe Corrientes vengo yo
Barranquera já se vêBarranquera ya se ve
E na costa um acordeãoY en la costa un acordeón
Gemendo vai seu lento chamaméGimiendo va su lento chamamé

Rumo à colheita, cosechero eu sereiRumbo a la cosecha, cosechero yo seré
E, entre flocos brancos, minha esperança cantareiY, entre copos blancos, mi esperanza cantaré
Com mãos calejadas, deixarei no algodão meu coraçãoCon manos curtidas, dejaré en el algodón mi corazón

A terra do Chaco, quebrachera e montanhesaLa tierra del Chaco, quebrachera y montaraz
Arderá em minha sangue com um ronco sapucayPrenderá en mi sangre con un ronco sapucay
E será nele o sulco, meu chapéu sob o Sol, farol de luzY será en él el surco, mi sombrero bajo el Sol, faro de luz

Algodão que se vai, que se vai, que se vaiAlgodón que se va, que se va, que se va
Grana mole, molhada de Lua e suorPlata blanda, mojada de Luna y sudor
Um ranchinho bêbado, de sonhos e amor, eu queroUn ranchito borracho, de sueños y amor, quiero yo

Algodão que se vaiAlgodón que se va
Grana mole, molhada de Lua e suorPlata blanda, mojada de Luna y sudor
Um ranchinho bêbado, de sonhos e amor, eu queroUn ranchito borracho, de sueños y amor, quiero yo
Eu queroQuiero yo
Eu queroQuiero yo


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