Word Is Bond
Llevo en el bolso los calzones de tu hermana
En la mano un mop inquieto buscando paredes planas
Subo al transporte público a mirar por la ventana
A buscar un spot único pa' que pinten mis panas
A mí me ganan las ganas de que no se apague el rap
Seguir con estos tracks hasta con canas
Le comenté a mi madre lo anterior, le dio la depre
Yo describo como amor a lo que ella le llama fiebre
Y no renuncio si tengo mujer o cría
Mi estilo de vivir es un diciembre de trescientos días
Topo con hombres que quieren medir mi hombría
Pero que esconden sus miedos tras miradas frías
Por eso mi corazón no es noble
Porque aprendí que todo bien es todo mal y que la buena es la doble
Yo soy Cualkiera, también soy nadie pa' todos Godie
Me da lo mismo que me quieras o me odies
Y si me hablas de experiencia
Toda una vida de escribir, un callo en el dedo medio lo evidencia
Reparto risas, selecciono mi confianza
Por ver cintas de soldados traicionados por sus lanzas
Ni con orden de cateo, entran a mi casa
Aquí se mide por rapeo, no por lo que calza
Hace fuerza por azarar la plaza
Y no saben que eso sale solo, sonar fresco paisa (yo)
Me siento solo, nadie me ayuda a sentar
Una vez más, transmitiendo desde el lodo
Vine por nada, me voy con todo y que
Lo que vaya a hacer tu mano que no se lo borre el codo
Me siento solo, nadie me ayuda a sentar
Una vez más, transmitiendo desde el lodo
Vine por nada, me voy con todo y que
Lo que vaya a hacer tu mano que no se lo borre (once again)
Word is Bond, mi palabra mi obligación
Soy El Brujo de Otraparte que nunca pide perdón
El que dice lo que quiere, a los que quiere no les dice
El color de su esperanza va en una escala de grises
Son andanzas a la intemperie
Me acompaña lo que escucho y un pucho, como Laserie
No vivo de historias si no notas lo que noto
Que filtramos como roca, tú quieres filtrar tus fotos
Mi rap no acata, ni lo atacan, ni habla de tiempos violentos
Y aguantar hambre en la calle
Conocen lo que digo, pero no lo que callé
Soy un perro de raza criolla que nunca habitó un taller
Yo, a mí no me brilla el cuello
Pa' muchos soy transparente, pero al rimar destello
Le ofrezco al rap mi mejor perla sin hablarle de conciencias
Si cada ocho días yo bebo para perderla y
Como negrete no me rajo
Les apena lo que dicen y ahora duermen boca abajo
Y si aún tienen duda de mi lengua andina
A punta de coloquio, les doy su mandarina en gajos
Pa' mí es un lujo hacer sencillo mi trabajo
Yo no me trago las flores del mejor de por aquí
Sé que en un futuro me gradúo y con honores
Me quedo oyendo a Rakim, quédense con el ranking (yo)
Me siento solo, nadie me ayuda a sentar
Una vez más, transmitiendo desde el lodo
Vine por nada, me voy con todo y que
Lo que vaya a hacer tu mano que no se lo borre el codo
Me siento solo, nadie me ayuda a sentar
Una vez más, transmitiendo desde el lodo
Vine por nada, me voy con todo y que
Lo que vaya a hacer tu mano que, que, que (word is Bond)
Una vez más a mi manera
Anyone es cualeskiera
Ya, ya, ya me he topado con peores fieras
Granuja está en la base
Zof Ziro captura
Palavra é Lei
Eu levo no bolso as calcinhas da sua irmã
Na mão um mop inquieto procurando paredes planas
Subo no transporte público pra olhar pela janela
Buscando um lugar único pra que meus amigos pintem
Eu fico com vontade de que o rap não acabe
Continuar com essas faixas até ficar grisalho
Comentei com minha mãe sobre isso, ela ficou pra baixo
Eu descrevo como amor o que ela chama de febre
E não desisto se tenho mulher ou filho
Meu jeito de viver é um dezembro de trezentos dias
Topando com caras que querem medir minha masculinidade
Mas que escondem seus medos atrás de olhares frios
Por isso meu coração não é nobre
Porque aprendi que todo bem é todo mal e que o bom é o duplo
Eu sou Qualquer um, também sou ninguém pra todos
Tanto faz se você me ama ou me odeia
E se você fala de experiência
Uma vida inteira escrevendo, um calo no dedo médio é a evidência
Distribuo risadas, seleciono minha confiança
Por ver fitas de soldados traídos por suas lanças
Nem com ordem de busca, entram na minha casa
Aqui se mede pelo rap, não pelo que calça
Fazem força pra bagunçar a praça
E não sabem que isso sai só, soar fresco é o que vale (eu)
Me sinto só, ninguém me ajuda a sentar
Mais uma vez, transmitindo do lodo
Vim por nada, vou com tudo e que
O que sua mão fizer, que não se apague com o cotovelo
Me sinto só, ninguém me ajuda a sentar
Mais uma vez, transmitindo do lodo
Vim por nada, vou com tudo e que
O que sua mão fizer, que não se apague (de novo)
Palavra é lei, minha palavra é minha obrigação
Sou O Brujo de Otraparte que nunca pede perdão
Quem diz o que quer, pra quem quer não diz
A cor da sua esperança vai numa escala de cinzas
São andanças ao relento
Me acompanha o que escuto e um cigarro, como Laserie
Não vivo de histórias se não nota o que eu noto
Que filtramos como rocha, você quer filtrar suas fotos
Meu rap não se submete, nem atacam, nem fala de tempos violentos
E aguentar fome na rua
Conhecem o que digo, mas não o que calei
Sou um cachorro de raça mista que nunca habitou um ateliê
Eu, meu pescoço não brilha
Pra muitos sou transparente, mas ao rimar eu brilho
Ofereço ao rap minha melhor pérola sem falar de consciências
Se a cada oito dias eu bebo pra perdê-las e
Como negrete não me rendo
Eles se envergonham do que dizem e agora dormem de bruços
E se ainda têm dúvida da minha língua andina
Com um papo reto, dou a eles sua tangerina em gomos
Pra mim é um luxo fazer meu trabalho simples
Eu não engulo as flores do melhor daqui
Sei que no futuro me formo e com honras
Fico ouvindo Rakim, fiquem com o ranking (eu)
Me sinto só, ninguém me ajuda a sentar
Mais uma vez, transmitindo do lodo
Vim por nada, vou com tudo e que
O que sua mão fizer, que não se apague com o cotovelo
Me sinto só, ninguém me ajuda a sentar
Mais uma vez, transmitindo do lodo
Vim por nada, vou com tudo e que
O que sua mão fizer, que, que, que (palavra é lei)
Mais uma vez do meu jeito
Qualquer um é qualquer um
Já, já, já me deparei com feras piores
Granuja está na base
Zof Ziro captura