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A Costume

Arbolito

La costumbre

A la tristeza te acostumbras
A rutina te acostumbras
A la pobreza te acostumbras
A la derrota tambien te acostumbras

A la bobera te acostumbras
A no ser nadie te acostumbras
A amar de culpas te acostumbras
A ser esclavo tambien te acostumbras

A comer mierda te acostumbras
A la hamburguesa te acostumbras
Al sexo frio te acostumbras
Al maltrato tambien te acostumbras

A la violencia te acostumbras
Al noticiero te acostumbras
A la careta te acostumbras
A la mentira tambien te acostumbras

Pero diciembre existio
Esta en rinconcito del alma buena
Y como octubre mi amor
Esa son cosas que vuelven,
Que vuelven y ya
Ooohohhhhohhooooooooooooh!...

A fumar faso te acostumbras
A tomar mate te acostumbras
A hacer clas compras te acostumbras
A ser un seco tambien te acostostumbras

Al aire enfermo de la ciudad
Al vino malo y a la resaca
Que te caguen te acostumbras
A cualquuier moda tambien te acostumbras

Y se tenian que ir
Pero la costumbre es tan fuerte nena
Que aun estan ahi
Hasta que explote
Espera y veras!!
Ooooohooooooooohhhh oooooooohhhhhhh!

(nunca me acotumbrare)
A esa señora buscando basura en la puerta de mi casa
(nunca me acostumbrare)
A tu carita de hambre pidiendome algo para comer
(nunca me acostumbrare)
A tu barrio de lujo en frente de la villa
Nunca me acostumbrare!!

...(nunca me acostumbrare)
A ver tu banco vacio en la escuela
Fuiste a trabajar...

A Costume

À tristeza você se acostuma
À rotina você se acostuma
À pobreza você se acostuma
À derrota também você se acostuma

À bobagem você se acostuma
A não ser ninguém você se acostuma
A amar com culpa você se acostuma
A ser escravo também você se acostuma

A comer porcaria você se acostuma
Ao hambúrguer você se acostuma
Ao sexo frio você se acostuma
Ao maltrato também você se acostuma

À violência você se acostuma
Ao noticiário você se acostuma
À máscara você se acostuma
À mentira também você se acostuma

Mas dezembro existiu
Está num cantinho da alma boa
E como outubro, meu amor
Essas são coisas que voltam,
Que voltam e já
Ooohohhhhohhooooooooooooh!...

A fumar maconha você se acostuma
A tomar chimarrão você se acostuma
A fazer compras você se acostuma
A ser um zero à esquerda também você se acostuma

Ao ar poluído da cidade
Ao vinho ruim e à ressaca
Que te fodam, você se acostuma
A qualquer moda também você se acostuma

E tinham que ir
Mas o costume é tão forte, menina
Que ainda estão aí
Até explodir
Espera e você verá!!
Ooooohooooooooohhhh oooooooohhhhhhh!

(nunca vou me acostumar)
Aquela senhora buscando lixo na porta da minha casa
(nunca vou me acostumar)
Ao seu rostinho de fome me pedindo algo pra comer
(nunca vou me acostumar)
Ao seu bairro chique em frente à favela
Nunca vou me acostumar!!

...(nunca vou me acostumar)
A ver seu banco vazio na escola
Você foi trabalhar...

Composição: Ezequiel Jusid