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O Vaso

Archspire

The Vessel

Stop, the saw in his leg and a kill on the ground
The fan above us stopped spinning
His head collapsed
And his life bled out and he looked to me and wept
What's in my head?
What's in our head?

Severe fungal necrotizing fasciitis, pyoderma gangrenosum
Subjected to constant painful ineffective forms of treatment
Inconclusive medical inspections that had made me want to die
In one night I had contracted multitudes of rare aggressive skin disorders
I saw that night a blade of sky colliding with the earth behind our home
I ran to find a symbol burned into the dirt

The saw in his leg and a kill on the ground
The fan above us stopped spinning
His head collapsed
And his life bled out and he looked to me and wept
What's in my head?
What's in our head?

Although diagnosed as non-contagious
My creators could not hide their clear repulsion at my ebolic appearance
(With every dawn I wade in a film of my disease)
I live behind a rancid camouflage of leaking bandage
Unable to see myself without inducing bouts of vomit

Now the only life I know is through our kitchen window
Watching the perfect family dine and laugh while I eat my fingers
(Each grin a spade that fills my empty well with envy)
The father, a pillar, the pinnacle of a true guardian
Him and his son had both looked at the symbol
That night a light came from a hole in the sky

We all saw the trilobite like insignia melt into the field like napalm
What we witnessed was beyond what we could comprehend
The sight of it had made the father's son a cripple and my skin decay
The guardian built a fortress for his son around an oak that he cannot climb
It's from this vantage that I watch them and imagine that I was him and I think of
Inhabiting the vessel

I became a protective watchful invisible silent auxiliary member of their family
My affliction became beyond physical
Agoraphobia made me a prisoner
Tried to peel it off, tried to cut it off, tried to burn it off
Tried to pray to God for guidance or interaction with anyone
I communicate only with the fan in my ceiling

I know that it's come alive, taking control of me
Upping its spinning to make me leave home
The city is hiding the worst of me
Any that look at me turn their head one eighty
Every night I go home and take refuge in the fortress
Every day I watch the father deteriorate
I fear the symbol corrupted his brain

He drags his son outside and makes him try to climb the ladder
He cuts his chair up with a sawblade made of pressured water
(He has become unworthy of his skin)
His son crawls back inside, he follows with the water cutter
The man is clearly gone, the sign inside has taken over

The guardian I praised is not the man I see
The man is clearly gone, the sign inside has taken over
(The windows painted red, the mist of blood is blinding)
I build up the heart rate to climb down the ladder in spite of my image
I black out my fear and walk into the thick of the mist
The father was crying and cutting his family up
He nicked his artery at the mere sight of me then died

The ceiling fan went silent

With the saw I took his skin
I then began to stitch the family back together
I have cured the antibody
I have lived for thirteen days inside this vessel
Now I wait here for another
When once more the sky shall open

O Vaso

Pare, a serra na perna dele e um corpo no chão
O ventilador acima de nós parou de girar
A cabeça dele desabou
E a vida dele escorreu enquanto ele olhava pra mim e chorava
O que está na minha cabeça?
O que está na nossa cabeça?

Necrose fúngica severa, fasciíte necrosante, pioderma gangrenoso
Submetido a formas de tratamento constantes e dolorosas que não funcionavam
Exames médicos inconclusivos que me fizeram querer morrer
Em uma noite, contraí uma infinidade de raras e agressivas doenças de pele
Eu vi naquela noite uma lâmina de céu colidindo com a terra atrás da nossa casa
Corri para encontrar um símbolo queimado na terra

A serra na perna dele e um corpo no chão
O ventilador acima de nós parou de girar
A cabeça dele desabou
E a vida dele escorreu enquanto ele olhava pra mim e chorava
O que está na minha cabeça?
O que está na nossa cabeça?

Embora diagnosticado como não contagioso
Meus criadores não conseguiram esconder sua clara repulsa pela minha aparência ebolica
(Com cada amanhecer, eu me afundo em um filme da minha doença)
Eu vivo atrás de um camuflado rançoso de curativos vazando
Incapaz de me ver sem induzir crises de vômito

Agora a única vida que conheço é pela janela da nossa cozinha
Assistindo a família perfeita jantar e rir enquanto eu como meus dedos
(Cada sorriso uma pá que enche meu poço vazio de inveja)
O pai, um pilar, o auge de um verdadeiro guardião
Ele e seu filho olharam para o símbolo
Naquela noite, uma luz veio de um buraco no céu

Todos nós vimos o símbolo parecido com um trilobita derreter no campo como napalm
O que testemunhamos estava além do que podíamos compreender
A visão disso fez o filho do pai se tornar um aleijado e minha pele apodrecer
O guardião construiu uma fortaleza para seu filho ao redor de um carvalho que ele não pode escalar
É desse ponto que eu os observo e imagino que eu era ele e penso em
Habitar o vaso

Eu me tornei um membro auxiliar invisível e silencioso da família deles
Minha aflição se tornou além do físico
Agorafobia me fez um prisioneiro
Tentei arrancar, tentei cortar, tentei queimar
Tentei rezar a Deus por orientação ou interação com alguém
Eu me comunico apenas com o ventilador no meu teto

Eu sei que ele ganhou vida, tomando controle de mim
Aumentando sua rotação para me fazer sair de casa
A cidade esconde o pior de mim
Qualquer um que me olha vira a cabeça em um oitenta
Toda noite eu volto pra casa e busco refúgio na fortaleza
Todo dia eu vejo o pai se deteriorar
Temo que o símbolo tenha corrompido o cérebro dele

Ele arrasta o filho pra fora e faz ele tentar subir a escada
Ele corta a cadeira dele com uma lâmina de serra feita de água pressurizada
(Ele se tornou indigno de sua pele)
O filho dele rasteja de volta pra dentro, ele o segue com o cortador de água
O homem claramente se foi, o sinal dentro tomou conta

O guardião que eu elogie era diferente do homem que vejo
O homem claramente se foi, o sinal dentro tomou conta
(As janelas pintadas de vermelho, a névoa de sangue é ofuscante)
Eu aumento a frequência cardíaca para descer a escada apesar da minha imagem
Eu apago meu medo e ando para o meio da névoa
O pai estava chorando e cortando sua família
Ele cortou sua artéria ao mero olhar pra mim e então morreu

O ventilador do teto ficou em silêncio

Com a serra eu tirei a pele dele
Então comecei a costurar a família de volta
Eu curei o anticorpo
Eu vivi treze dias dentro deste vaso
Agora espero aqui por outro
Quando mais uma vez o céu se abrirá