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Antifesta

Arde Bogotá

Antifiesta

Alquilaré una limusina y allí pondré canciones tristes
Dos mil doscientos euros más propina
Yo solo en un asiento de quince
Y sonarán canciones de las que siempre dije
Que no las escucharas, que The National solo deprime
No, ah

Reservaré una discoteca y haré que me la dejen libre
Pared de terciopelo lila, yo solo y novecientos violines
Y tocarán canciones de las que me dijiste
Que nunca las bailara, que sin ti parecerían horribles

Porque me voy a nombrar
Administrador único de todas mis tristezas
Y te voy a olvidar
A base de bailar y de beber y de perder la cabeza

Y me van a nombrar
Campeón mundial de darte tanta rabia y tanta pena
Y te voy a olvidar
Escondido aquí, en el ruido de la bulla y de la fiesta
Y me voy a ocupar
De que alguien te borre de la música donde dejaste huella

Levantaré un rascacielos y haré que tenga un aura terrible
Cuarenta y siete pisos de yeso, pero vacíos y con formas muy simples
Y en el ascensor, grabaré tu voz como de un robot cuando marque el dos
Para recordar que la cifra par nunca más será nuestra cifra

Me voy a nombrar
Administrador único de todas mis tristezas
Y te voy a olvidar
A base de bailar y de beber y de perder la cabeza

Y me van a nombrar
Campeón mundial de darte tanta rabia y tanta pena
Y te voy a olvidar
Escondido aquí, en el ruido de la bulla y de la fiesta
Y me voy a ocupar
De que alguien te borre de la música donde dejaste huella

¿Y no será
Que, como Gengar y Clefable, nos toca aguantar?
La dualidad de lo vacío, de lo lleno, de amar y olvidar
No, no

Los humanos complicados
Nos buscamos en el barro
Nos usamos, nos amamos
Como escudo y como abrazo

Voy a montar una fiesta tremenda
Con todas, toditas mis tritezas
Estás invitada a mi fiesta tremenda
A todas las tuyas y todas las nuestras

Bienvenidos a la fiesta
De la pena, de la pena
Bienvenidos a la fiesta
De la pena, de la pena

Antifesta

Vou alugar uma limusine e lá vou colocar músicas tristes
Dois mil e duzentos euros mais gorjeta
Só eu num dos quinze assentos
E vão tocar músicas daquelas que eu sempre disse
Pra você não ouvir, que The National só deprime
Não, ah

Vou reservar uma boate e fazer com que deixem ela só pra mim
Parede de veludo lilás, só eu e novecentos violinos
E vão tocar músicas daquelas que você me disse
Pra eu nunca dançar, que sem você pareceriam horríveis

Porque vou me nomear
Único administrador de todas as minhas tristezas
E vou esquecer você
À base de dançar, beber e perder a cabeça

E vão me nomear
Campeão mundial de causar tanta raiva e tanta tristeza em você
E vou esquecer você
Escondido aqui, no barulho da farra e da festa
E vou cuidar
Pra que alguém apague você da música onde deixou sua marca

Vou erguer um arranha-céu e fazer com que ele tenha uma aura terrível
Quarenta e sete andares de gesso, mas vazios e com formas bem simples
E no elevador, vou gravar sua voz como a de um robô quando apertarem o dois
Pra lembrar que um número par nunca mais vai ser o nosso número

Vou me nomear
Único administrador de todas as minhas tristezas
E vou esquecer você
À base de dançar, beber e perder a cabeça

E vão me nomear
Campeão mundial de causar tanta raiva e tanta tristeza em você
E vou esquecer você
Escondido aqui, no barulho da farra e da festa
E vou cuidar
Pra que alguém apague você da música onde deixou sua marca

E será que não
Temos que aguentar, como Gengar e Clefable?
A dualidade do vazio, do cheio, de amar e esquecer
Não, não

Nós, humanos complicados
Nos procuramos na lama
Nos usamos, nos amamos
Como escudo e como abraço

Vou dar uma festa daquelas
Com todas, todas mesmo, as minhas tristezas
Você está convidada pra minha festa daquelas
Com todas as suas e todas as nossas

Bem-vindos à festa
Da tristeza, da tristeza
Bem-vindos à festa
Da tristeza, da tristeza

Composição: Antonio Garcia, Dani Sánchez, Pepe Esteban, José Ángel Mercader