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Veneno

Arde Bogotá

Veneno

Grabé tus iniciales a fuego en mi lengua
Y puse tus verdades a prueba de ciencia
Me ahogué con tus collares y todas sus perlas
Y ahora no soy yo

Tratando de olvidarte, me clavo en la arena
Como un Land Rover Fighter sin aire en las ruedas
Como esta herida grande que nunca se cierra
Como sal y alcohol

Lo que queda entre tú y yo
Es veneno y Fanta de limón
Es tan duro como el hormigón

Lo que queda entre los dos
Es el límite de la obsesión
Es veneno y Fanta de limón

Permíteme que dude de todas tus letras
Que mueran y caduquen tus besos de fresa
Que suban el volumen y tiemblen tus piernas
Y tu corazón

Porque ahora no me aguanta en el pecho esta guerra
Se me envenena el alma con miel de culebra
Machaco las palabras buscando respuestas
Buscando tu amor

Lo que queda entre tú y yo
Es veneno y Fanta de limón
Es tan duro como el hormigón

Lo que queda entre los dos
Es el límite de la obsesión
Es veneno y Fanta de limón

Te fuiste y no consigo olvidarte
Me sigue tu fantasma y en los escaparates
Encuentro tu reflejo y huellas de tu esmalte
Señales de un olvido que llegó muy tarde

Recuerdos dentro de un embalaje
Sorpresas del pasado que se hicieron carne
Caricias, carnavales, cicatrices, sangre
Tuvimos un destino y ahora queda olvidarte

Queda el veneno, oh-ooh
Queda el veneno, oh-ooh
Queda el veneno, oh-ooh
Y la Fanta de limón

Veneno

Gravei suas iniciais a fogo na minha língua
E coloquei suas verdades à prova da ciência
Me afoguei com seus colares e todas as suas pérolas
E agora não sou eu

Tentando te esquecer, eu me cravo na areia
Como um Land Rover Fighter sem ar nos pneus
Como essa grande ferida que nunca se fecha
Como sal e álcool

O que resta entre você e eu
É veneno e Fanta de limão
É tão duro quanto o concreto

O que resta entre nós dois
É o limite da obsessão
É veneno e Fanta de limão

Permita-me duvidar de todas as suas letras
Que seus beijos de morango morram e caduquem
Que o volume aumente e suas pernas tremam
E seu coração

Porque agora essa guerra não me aguenta no peito
Minha alma é envenenada com mel de cobra
Esmago as palavras procurando respostas
Procurando seu amor

O que resta entre você e eu
É veneno e Fanta de limão
É tão duro quanto o concreto

O que resta entre nós dois
É o limite da obsessão
É veneno e Fanta de limão

Você se foi e eu não consigo te esquecer
Seu fantasma ainda me segue e nas vitrines
Encontro seu reflexo e vestígios do seu esmalte
Sinais de um esquecimento que chegou tarde demais

Memórias dentro de uma embalagem
Surpresas do passado que se tornaram carne
Carícias, carnavais, cicatrizes, sangue
Tivemos um destino e agora resta esquecer você

Resta o veneno, oh-ooh
Resta o veneno, oh-ooh
Resta o veneno, oh-ooh
E a Fanta de limão

Composição: Antonio Garcia / Arde Bogotá