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Errante

Argahal

Wanderer

In my solitude I wander
In my suffering I rot
I find myself running from my present
In my past I only find melancholy

Only death guides me aimlessly
Walking in nothingness and without a destiny
My sins are what guide the way
Towards a useless desire for hope

My eyes reflect a deep pain
A sad look is enough to make me fall
I feel invisible like a ghost
Alone and without someone who can understand me

Hated and feared before my fate
Loved and now forgotten before people
Desolate and lost on my way
Alone and rotten before my feelings

Wrinkles of sadness, a dark memory
Homeless, friendless, I am without anything
Only with my shadow, I wander adrift
Only with my fall, I navigate through suffering

In every step, a tear shed
In every sigh, a hope extinguished
The city lights up, indifferent
To their pain, to their aching soul

In my solitude I wander
In my suffering I rot
I find myself running from my present
In my past I only find melancholy

Only death guides me aimlessly
Walking in nothingness and without a destiny
My sins are what guide the way
Towards a useless desire for hope

My eyes reflect a deep pain
A sad look is enough to make me fall
I feel invisible like a ghost
Alone and without someone who can understand me

Hated and feared before my fate
Loved and now forgotten before people
Desolate and lost on my way
Alone and rotten before my feelings

In every step, a tear shed
In every sigh, a hope extinguished

Perhaps, one day, my destiny will change
And I will find a path, a new journey
Meanwhile, I keep wandering
With open wounds I will be walking

I am a sad and lonely wanderer
Only death guides me aimlessly
Walking in nothingness searching for a destiny
My sins are what guide the way

Hated and feared before my fate
Loved and now forgotten before people
Desolate and lost on my way
Alone and rotten before my feelings

Errante

Na minha solidão eu vagueio
Na minha dor eu apodreço
Me vejo correndo do meu presente
No meu passado só encontro melancolia

Só a morte me guia sem rumo
Caminhando no nada e sem destino
Meus pecados são o que mostram o caminho
Rumo a um desejo inútil de esperança

Meus olhos refletem uma dor profunda
Um olhar triste é o suficiente pra me fazer cair
Me sinto invisível como um fantasma
Sozinho e sem alguém que possa me entender

Odiado e temido diante do meu destino
Amado e agora esquecido pelas pessoas
Desolado e perdido no meu caminho
Sozinho e apodrecendo diante dos meus sentimentos

Rugas de tristeza, uma memória sombria
Sem-teto, sem amigos, estou sem nada
Só com minha sombra, eu vagueio à deriva
Só com minha queda, navego pelo sofrimento

A cada passo, uma lágrima derramada
A cada suspiro, uma esperança extinta
A cidade se ilumina, indiferente
À sua dor, à sua alma que sofre

Na minha solidão eu vagueio
Na minha dor eu apodreço
Me vejo correndo do meu presente
No meu passado só encontro melancolia

Só a morte me guia sem rumo
Caminhando no nada e sem destino
Meus pecados são o que mostram o caminho
Rumo a um desejo inútil de esperança

Meus olhos refletem uma dor profunda
Um olhar triste é o suficiente pra me fazer cair
Me sinto invisível como um fantasma
Sozinho e sem alguém que possa me entender

Odiado e temido diante do meu destino
Amado e agora esquecido pelas pessoas
Desolado e perdido no meu caminho
Sozinho e apodrecendo diante dos meus sentimentos

A cada passo, uma lágrima derramada
A cada suspiro, uma esperança extinta

Talvez, um dia, meu destino mude
E eu encontre um caminho, uma nova jornada
Enquanto isso, continuo vagando
Com feridas abertas eu estarei caminhando

Sou um errante triste e solitário
Só a morte me guia sem rumo
Caminhando no nada em busca de um destino
Meus pecados são o que mostram o caminho

Odiado e temido diante do meu destino
Amado e agora esquecido pelas pessoas
Desolado e perdido no meu caminho
Sozinho e apodrecendo diante dos meus sentimentos

Composição: Angel Garfias, Argahal