395px

De Aschenbach

Argine

Von Aschenbach

Ritornando su strade congiunte,
da incredibili gangli,
i rostri lambivano mura bianche
come cenere ai prati,
cornici di finestre moresche
tra torbide acque di fiumi.

Superbo il momento, superbo il luogo,
voglio riviverlo ancora.
Una sedia di vimini pronta
per soddisfare ogni archetipo sogno,
lo sguardo languido era rivolto
al corpo gravido ed insolente.

Per difendere con gli occhi celati,
la purezza di Fedro sì fatta poi carne.
Un fremito tattile vibra nel corpo,
lontano da desideri comuni.
L'ebbrezza tardiva l'attendeva errante,
ignaro la morte all'amore.

La mano protesa al suo pallido volto,
la bellezza che conduce all'inganno.
Capace di ascoltare l'istinto,
il poeta dalle mille virtù.
L'abiezione che a forza corrode
e calpesta, poi, ogni pura dignità.
All'uomo è dato delirare
per colmare ogni senso,
ogni rude coscienza.

De Aschenbach

Retornando por caminhos entrelaçados,
com ganglios incríveis,
os bicos lambiam muros brancos
como cinzas nos campos,
quadro de janelas mouriscas
entre águas turvas de rios.

Sublime o momento, sublime o lugar,
quero reviver isso de novo.
Uma cadeira de vime pronta
para satisfazer todo sonho arquetípico,
o olhar lânguido estava voltado
para o corpo grávido e insolente.

Para defender com os olhos ocultos,
a pureza de Fedro que então se fez carne.
Um tremor tátil vibra no corpo,
longe de desejos comuns.
A embriaguez tardia o aguardava errante,
inocente a morte ao amor.

A mão estendida ao seu rosto pálido,
a beleza que leva ao engano.
Capaz de ouvir o instinto,
o poeta das mil virtudes.
A abjeção que corrói à força
e pisa, então, toda dignidade pura.
Ao homem é dado delirar
para preencher cada sentido,
cada rude consciência.