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Não Espere Meu Sorriso

Ariane Moffatt

N'attends pas mon sourire

N'allume pas les lumières
J'veux pas connaître l'état des lieux
Est-ce que l'automne a croisé l'hiver
J'voudrais me figer entre les deux

Je ne veux plus ressentir
Ça va passer je ferme les yeux
J'veux rien régler je préfère me mentir

Continue, n'attends pas mon sourire

Un rayon fait craquer le givre
Un courant chaud voudrait me retenir
Je reste froide et toujours un peu ivre
Je dessine une croix sur le moindre désir

Je ne vais pas me repentir
Ça va passer je ferme les yeux
Je veux rien créer je préfère m'étourdir

Continue, garde-moi en souvenir

Acouphène, téléphone
Oublie ça y'a personne
Le courant est coupé
Je me suis désertée
Au-dessus de la mêlée
Mon corps abandonné
Un soleil qui s'éteint
Des flammes au bout des mains

On ne change pas
C'est toujours pareil
Coule tout au fond
La jolie étincelle
Le cycle des saisons
Les marées aquarelles
Un manège hypnotique
A l'ivresse virtuelle

Elle mène où cette route
Chemin banalisé
Quand l'autre n'est qu'un objet
Un écran de fumée
Trop de soi
Trop de moi
Namasté
Plus de foi
Tout s'effrite
Tout se bute
Des ego parachutes

Et je cours à ma perte
Sur du temps emprunté
Plus je cours plus j'ai peur
De devoir me rencontrer
Et je cours à ma perte
Sur des rêves démodés
Plus je cours plus j'ai peur de ne jamais rentrer

N'allume pas les lumières
J'veux pas connaître l'état des lieux
Est-ce que l'automne a croisé l'hiver
Je voudrais disparaître entre les deux

Não Espere Meu Sorriso

Não acenda as luzes
Não quero saber como estão as coisas
Será que o outono encontrou o inverno?
Quero me congelar entre os dois

Não quero mais sentir
Vai passar, eu fecho os olhos
Não quero resolver nada, prefiro me enganar

Continua, não espera meu sorriso

Um raio faz o gelo estalar
Uma corrente quente quer me segurar
Eu fico fria e sempre um pouco bêbada
Desenho uma cruz sobre o menor desejo

Não vou me arrepender
Vai passar, eu fecho os olhos
Não quero criar nada, prefiro me embriagar

Continua, guarda-me na memória

Zumbido, telefone
Esquece, não tem ninguém
A energia foi cortada
Eu me abandonei
Acima da confusão
Meu corpo deixado de lado
Um sol que se apaga
Chamas nas pontas dos dedos

A gente não muda
É sempre a mesma coisa
Desce tudo pro fundo
A linda faísca
O ciclo das estações
As marés aquareladas
Um carrossel hipnótico
Na embriaguez virtual

Pra onde vai essa estrada?
Caminho banalizado
Quando o outro é só um objeto
Uma tela de fumaça
Demais de mim
Demais de mim
Namastê
Sem mais fé
Tudo se desmancha
Tudo se esbarra
Egos paraquedas

E eu corro pra minha perdição
Sobre um tempo emprestado
Quanto mais corro, mais medo tenho
De ter que me encontrar
E eu corro pra minha perdição
Sobre sonhos fora de moda
Quanto mais corro, mais medo tenho de nunca voltar

Não acenda as luzes
Não quero saber como estão as coisas
Será que o outono encontrou o inverno?
Quero desaparecer entre os dois

Composição: Ariane Moffatt