395px

O mundo de ontem

Ariel Rot

El mundo de ayer

En la boca del lobo estamos solos
y entre sus dientes ya sabes lo que se siente
tan gastado como el viejo terciopelo
arrugado y olvidado en el fondo del ropero.

Si no encuentras un papel para ti en esta comedia,
si el nombre de tu dolor no viene en la enciclopedia
y detestas el olor a verbena bulliciosa
y elegiste una existencia solitaria y peligrosa.

Aún te debo una canción que no pude componer
por las cosas que no hiciste pero que quisiste hacer
ahora veo tu ventana con las luces apagadas
ya del mundo de ayer no queda nada.

No, ya no sabes a dónde vas, pero qué difícil es volver atrás...
No, no sabes a dónde vas.

Si te fuiste y te olvidaste de darme un beso en la frente
si no te sientes culpable pero tan poco inocente
y si llevas en tu cuerpo turbulencias adheridas
si no hay billete de vuelta y el viaje es sólo de ida.

Los días de los poetas están muertos y enterrados
si tu traje y tu camisa se quedaron desfasados
pero estás acostumbrado al sabor de la derrota
y querés beber la vida pero la copa está rota.

Aún te debo una canción, la canción de despedida
si tu fama de canalla la tenés bien merecida
ahora veo tu ventana con las luces apagadas
ya del mundo de ayer no queda nada.

No, ya no sabes a dónde vas, pero qué difícil es volver atrás...
No, no sabes a dónde vas.

Ahora veo tu ventana con las luces apagadas
ya del mundo de ayer no queda nada.

No, ya no sabes a dónde vas, pero qué difícil es seguir mirando atrás...
No, no sabes a dónde vas...

O mundo de ontem

Na boca do lobo estamos sozinhos
E entre seus dentes já sabe como é a sensação
Tão desgastado como o velho veludo
Amassado e esquecido no fundo do armário.

Se não encontra um papel pra você nessa comédia,
Se o nome da sua dor não tá na enciclopédia
E detesta o cheiro de festa barulhenta
E escolheu uma vida solitária e perigosa.

Ainda te devo uma canção que não consegui compor
Pelas coisas que não fez, mas que quis fazer
Agora vejo sua janela com as luzes apagadas
Já do mundo de ontem não sobra nada.

Não, já não sabe pra onde vai, mas como é difícil voltar atrás...
Não, não sabe pra onde vai.

Se você foi e esqueceu de me dar um beijo na testa
Se não se sente culpado, mas também não é tão inocente
E se carrega no corpo turbulências grudadas
Se não tem passagem de volta e a viagem é só de ida.

Os dias dos poetas estão mortos e enterrados
Se seu terno e sua camisa ficaram ultrapassados
Mas você tá acostumado ao gosto da derrota
E quer beber a vida, mas a taça tá quebrada.

Ainda te devo uma canção, a canção de despedida
Se sua fama de canalha você tem bem merecida
Agora vejo sua janela com as luzes apagadas
Já do mundo de ontem não sobra nada.

Não, já não sabe pra onde vai, mas como é difícil voltar atrás...
Não, não sabe pra onde vai.

Agora vejo sua janela com as luzes apagadas
Já do mundo de ontem não sobra nada.

Não, já não sabe pra onde vai, mas como é difícil continuar olhando pra trás...
Não, não sabe pra onde vai...

Composição: