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Zona Morta

Ariya

Mertvaia Zona

Mne nikogda ne vojti v ehtot sad
V nem net tsvetov dlia menia
Ia nenavizhu shtyki ograd
B'iushchikh v spletenie dnia
Mne ne khvataet v zakrytykh sadakh
Vozdukha, rvushchego plot'
Kto slab dushoiu, speshit siuda
Ne v silakh sebia poborot'

Sad ne priduman mnoiu
On - realen kak ty
No ty idesh' spokojno
V sad pustoty...

Ia ne liubliu beznadezhnosti spin
Veriu v ehnergiiu lits
Protiv dvizhen'ia idu odin
Narushiv uslovnost' granits
Proch' ot allei zheleznykh sviatosh
Kholod ikh pesen strashit
Sledom za nimi voshla v sad lozh'
Rozy podniav na svoj shchit

Tam est' vse, tol'ko net dushi
Vmesto rosy belyj zhemchug drozhit
Robot ptits voskovykh storozhit
Sad vsem diktuet zakony
Dumat' o budushchem net prichin
Proshlaia zhizn' pod kontrolem mashin
Ty vykhodish' iz sada zhivym
No v serdtse mertvaia zona

Proch' begi, poka khvataet sil, begi
Na voskhod, v sad zhivoj...

Zona Morta

Nunca vou entrar nesse jardim
Lá não há flores pra mim
Eu odeio as cercas
Que batem na confusão do dia
Falta-me o ar nos jardins fechados
O vento rasgando a pele
Quem é fraco de alma, corre pra cá
Não tem força pra se enfrentar

O jardim não foi inventado por mim
Ele é real como você
Mas você caminha tranquilo
No jardim do vazio...

Eu não gosto da desesperança
Acredito na energia das pessoas
Vou sozinho contra a corrente
Quebrando a condição das fronteiras
Saia dos corredores de ferro sagrado
O frio das suas canções assusta
Seguindo elas, entrei no jardim da mentira
Rosas levantando seu escudo

Lá tem tudo, só não tem alma
Em vez de orvalho, uma pérola branca treme
Um robô de pássaros de cera vigia
O jardim dita as leis a todos
Não há razão pra pensar no futuro
A vida passada sob o controle das máquinas
Você sai do jardim vivo
Mas no coração, uma zona morta

Corra, enquanto ainda tem forças, corra
Para o amanhecer, no jardim vivo...

Composição: