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Pôr do Sol

Ariya

Zakat

Ia vizhu, kak zakat stekla okonnye plavit,
Den' prozhit, a noch' ostavit teni snov v uglakh.
Mne ne vernut' nazad seruiu ptitsu pechali,
Vse v proshlom, tak bystro taiut zamki v oblakakh.

Tam vse zhivy, kto liubil menia,
Gde voskhod - kak prazdnik beskonechnoj zhizni,
Tam net scheta rekam i moriam,
No po nim nel'zia doplyt' domoj.

Vnov' primirit vse t'ma, dazhe almazy i pepel,
Drug raven vragu v itoge, a itog odin...
Dva solntsa u menia na ehtom i proshlom svete,
Ikh vmeste soboj ukroet gor'ko-sladkij dym.

Voz'mi menia s soboj, purpurnaia reka,
Proch' unesi menia s soboj, zakat.
Toska o tom, chto bylo, rvetsia cherez kraj,
Pod kriki serykh ptich'ikh staj.

Pôr do Sol

Eu vejo como o pôr do sol derrete as janelas de vidro,
O dia passou, e a noite deixa sombras de sonhos nos cantos.
Não posso trazer de volta o pássaro cinza da tristeza,
Tudo no passado, tão rápido se desfaz castelos nas nuvens.

Lá estão todos que me amaram,
Onde o amanhecer é como uma festa de vida eterna,
Lá não há contagem de rios e mares,
Mas por eles não dá pra voltar pra casa.

Novamente tudo se acalma na escuridão, até diamantes e cinzas,
Um amigo é igual ao inimigo no fim, e o resultado é um só...
Dois sóis eu tenho nesta e na outra luz,
Juntos eles escondem a fumaça amarga e doce.

Leve-me com você, rio púrpura,
Leve-me embora com você, pôr do sol.
A saudade do que foi rasga através da borda,
Sob os gritos dos bandos de pássaros cinzentos.

Composição: