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Reze ao vento pelo meu retorno

Arkona (Pol)

Módl siê do wiatru o powrót mój ...

Zimny wicher przedziera siê przez noc
Drzewa hucz±, deszcz sp³ywa z mej twarzy
Pioruny przeszywaj¹ niebo
To mrok wieczno¶ci nadchodzi

Nie ma gwiazd, tylko czarne chmury
Czujê ch³ód i jest mi tak zimno
Potêga mroku narasta
Od wieków, zawsze o tej samej porze

Dwana¶cie dni nocnego zaæmienia
Bolesne prawo gwiezdnej mg³y
Formuj¹ siê ob³oki ¶mierci
Nadszed³ czas by zebraæ swe ¿niwo

Ju¿ wkrótce me s³owa poniesie wiatr
Poprzez wszystkie ciemne krainy
S³owa pe³ne bólu i nienawi¶ci
A wicher porwie je z mych ust w przestworza

S³owa do boga nienawi¶ci
Który zamieszka³ w sercu mym
Nie chc±c ¿yæ - powoli umieraj±c
Powoli odchodz¹c w nico¶æ, do wieczno¶ci

S³owa do boga, z pogard±, z nienawi¶ci±
S³owa pe³ne bólu, bezgranicznej têsknoty
Bez mi³o¶ci, bez przebaczenia
S³owa do boga, którego zabij±

Módl siê do wiatru o powrót mój
¦piewaj hymny pochwalne piekielnym b³yskom
Patrz±c w niebo pokryte chmurami
Nads³uchuj grzmotu mego Ksiêcia ...

Reze ao vento pelo meu retorno

Um vento frio corta a noite
As árvores rugem, a chuva escorre do meu rosto
Relâmpagos atravessam o céu
É a escuridão da eternidade que se aproxima

Não há estrelas, só nuvens negras
Sinto o frio e estou tão gelado
O poder da escuridão cresce
Há séculos, sempre na mesma hora

Doze dias de escuridão noturna
A dolorosa lei da névoa estelar
Nuvens de morte se formam
Chegou a hora de colher o que semeei

Em breve, minhas palavras serão levadas pelo vento
Através de todas as terras sombrias
Palavras cheias de dor e ódio
E o vento as arrancará dos meus lábios para o infinito

Palavras para o deus do ódio
Que habita em meu coração
Não querendo viver - morrendo lentamente
Partindo devagar para o nada, para a eternidade

Palavras para o deus, com desprezo, com ódio
Palavras cheias de dor, de saudade sem limites
Sem amor, sem perdão
Palavras para o deus que será morto

Reze ao vento pelo meu retorno
Cante hinos de louvor aos relâmpagos infernais
Olhando para o céu coberto de nuvens
Escutando o trovão do meu Príncipe ...

Composição: