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Sem Sangue No Meu Corpo

Arkona

No Blood In My Body

D³ugo mnie obchodzi³a polem, lasem, jeziorem,
Ch³odem nocy, szelestem wiatru, gromem nag³ym
A¿ jak myœl niewidzialna przysz³a krajobrazem
I wszystkie widnokrêgi na oczy mi spad³y

Jej mroŸny dotyk trwa nieprzerwanie
Jak wszechogarniaj¹ce jest moje olœnienie
Wysch³y Ÿród³a, nasta³ mrok, wygas³o pragnienie
A moi skrzydlaci bracia pod¹¿yli za mn¹
Ju¿ nie jestem sam, sk¹d ten spokój we mnie?
Gdy miecz g³êboko tkwi w mej piersi
Krew przep³ywa przez serce tak cicho œmiertelnie
A¿ s³yszê przelot kruków z ¿ycia do pamiêci

Czy by³em kropl¹ w morzu, œniegiem zesz³orocznym,
Wspomnieniem, które niesie b³yskawica?
Czy by³em z krwi i koœci, czy te¿ tworem magii
Zapisanym na wodzie obrazem wojownika?

Jawa siê we mnie ze snem pl¹cze, przestrzeñ z czasem
L¹dy schodz¹ w morza, me s³owa w milczenia
Tylko mnie wci¹¿ obchodzi polem, lasem, jeziorem
Otch³añ straszliwa, mroŸna, skrzydlata...

Sem Sangue No Meu Corpo

Eu me importei por muito tempo com o campo, a floresta, o lago,
Com o frio da noite, o sussurro do vento, o trovão repentino.
Até que a ideia invisível veio pela paisagem
E todos os horizontes caíram sobre meus olhos.

Seu toque sombrio persiste incessantemente
Como é avassalador meu deslumbramento.
Fontes secaram, a escuridão chegou, o desejo se apagou
E meus irmãos alados me seguiram.
Já não estou sozinho, de onde vem essa calma em mim?
Quando a espada está cravada profundamente em meu peito.
O sangue flui pelo coração tão silenciosamente mortal
Que eu ouço o voo dos corvos da vida para a memória.

Fui uma gota no mar, um floco de neve do ano passado,
Uma lembrança que a tempestade traz?
Fui de carne e osso, ou também uma criação mágica
Escrita na água como a imagem de um guerreiro?

A realidade se entrelaça em mim com o sonho, o espaço com o tempo.
As terras descem aos mares, minhas palavras em silêncios.
Só continuo me importando com o campo, a floresta, o lago,
Um abismo terrível, sombrio, alado...

Composição: