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Gênese

Arkona

Zarozhdeniye

V pustykh neob"yatnykh vershinakh,
Gde spyat usopshiye dushi,
Mglu ozaril zhizni predteche
V obraze sveta istoka.

Tropoyu chrez beskonechnost',
Minuya spyashchiye zvezdy,
Svet ozaril pervozdannuyu t'mu,
V ognennom oblike boga.

Plod sozdatelya zhizni -
Gibel' vo imya rozhdeniya.
Chado yego v mlechnykh ob"yatiyakh
Zvezd chertoga.

Na istoke let
Zachaty vo t'me,
Mezh lozhem planet,
V minuty zatmen'ya,
Vo chreve dvumir'ya,
My - zhizni i smerti tvoreniye.

Okom r'yanym,
Gryanuv, svet zatmiv,
Terem opaliv
Glasom groma,
V more-okean
Zemlyu-Mat' yaviv,
Dlan'yu boga,
Okrutivshi stan -
Da dvulikiy khram,
Zrivshiy s neba,
Davshiy svet i t'mu
Ognennym vetram.

V vechnoy pustote
Mgloyu rozhden byl mir,
Sozdannyy v ogne,
Na chernom polotne.

Sotkannyy iz kozhi
Bogova litsa,
Nit'yu Vlasa il'
Ploti mertvetsa?

Sotvorennyy solntsem i puchinoy vod.
Iz chreva tvoyego yavilsya Rod.

Chto dal zemle
Zarozhdeniye.

Zarozhdeniye sey zhizni.

Nem tot, kto vershit sud'bu mirozdaniya
Dlya detey, rozhdennykh vode v, podo l'dom, il'
Iz chreva zverya dvunogogo - yest' my!
Snizoshlo izvne
Zarozhdeniye,
Dlan'yu bogov, v mire sveta i t'my.

Tvoya ladon', kak kolybel' dlya chada,
Kachaya zhizni brennoy dolgiy khorovod -
Konets - sozdan'ye novogo nachala -
Kruzhit veka, ne preryvaya rod.

Na zakate let
Sozdan chelovek,
Stroya etot mir
Iz zhivykh mogil.
Skvoz' chredu epokh,
Istrebiv sebya,
Mir vnov' uslyshit vzdokh
Zarozhdeniya.

Gênese

Em picos vazios e imensos,
Onde dormem almas cansadas,
A névoa iluminou a vida que vem
Na imagem da luz do amanhecer.

Pela trilha da eternidade,
Passando pelas estrelas adormecidas,
A luz iluminou a escuridão primordial,
Na forma ardente de um deus.

Fruto do criador da vida -
A morte em nome do nascimento.
Seu filho em abraços de leite
Das estrelas do palácio.

Na aurora dos anos
Concebidos na escuridão,
Entre as camadas dos planetas,
Nos minutos de eclipses,
No ventre do dualismo,
Nós - a criação da vida e da morte.

Com o olho rasgado,
Rangendo, a luz ofuscou,
A casa queimou
Com a voz do trovão,
No mar-oceano
A Terra-Mãe revelou,
Com a mão de Deus,
Envolvendo a forma -
Sim, o templo de duas faces,
Rasgando do céu,
Dando luz e escuridão
Aos ventos flamejantes.

Na eterna solidão
Numa névoa nasceu o mundo,
Criado no fogo,
Sobre um pano negro.

Tecido da pele
Do rosto do deus,
Com o fio de Vlas ou
A carne do morto?

Criado pelo sol e pela espuma da água.
Do seu ventre surgiu a Raiz.

O que deu à terra
A gênese.

A gênese desta vida.

Não é aquele que decide o destino do universo
Para os filhos, nascidos na água, sob o gelo, ou
Do ventre da besta bífida - somos nós!
Desceu de fora
A gênese,
Pela mão dos deuses, no mundo da luz e da escuridão.

Sua palma, como um berço para o filho,
Balançando a vida ardente em um longo carrossel -
O fim - a criação de um novo começo -
Rodopia os séculos, sem interromper o nascimento.

No ocaso dos anos
O homem foi criado,
Construindo este mundo
Das tumbas vivas.
Através das eras,
Aniquilando-se,
O mundo novamente ouvirá o suspiro
Da gênese.

Composição: Arkona