395px

Estamos em outro

Arlecchino

Estamos En Otra

Sueno hardcore porque escribo, mato y muero así
Canta el santo de la rima
El fucking trap-rapper killa
Mientras pinto estos mapas
Voy quemando gorila
Danza el lápiz, mi tesoro
Siempre impacta mi estilo

Tan rítmica es la lirica
Under rapper damo' clínica
Anestesia vitamínica
Secuencia apocalípti-
Que más da
Me quema y suena
Fuck that shit a tus poemas
El dilema en tu problema
Es el lema que no prospera
En esta tierra de panteras
Cantamos la verdadera
El tiempo siempre en la mirada desespera
Estás buscando en tu mentira
La verdad que te condena
Y aunque el feka se vista de seda
Feka queda

Tráiganme un poco agua que vengo escupiendo fuego
Sin pensar en tantas cosas (2 pecados, fumo y bebo)
Dame el barco sin timón que con una vela lo navego
Quieren dominar el juego y el ego los deja ciegos

Jefe como el eloy en varela
El reflejo en la vereda es la nota que los libera
Si te piden vos tráela, acá pagamos la condena
Porque traigo de la calle la nota que los desvela

Eh wacho
Acá la parla condecora
Un prófugo del miedo
Esta sangre no traiciona
Rima, lleca, hambre de gloria
Hasta la parca se enamora
No perdona ni abandona
Esta hinchada lo gana sola

Nosotros bailamos donde no nos ven
Acá no dudes y no preguntes
Es simple y corta wacho
Nosotros bailamos donde no nos ven
Si no nos ves, no preguntes
Estamos en otra

Quiero
Ver libre a mis negros bailando
Ser el suspiro del último warrior
Rapearla a morir y vivir pa' contarlo
Morir defendiendo la escancia del barrio
Sacar de la mierda el valor pa' ganarlo
Sentir el sabor del dolor en mi canto
Qué encuentro en el humo la calma del santo
Que no me rescato soy parte del mambo

Nadie se atrevió con el cacique de mi raza
Somos la npk hdy pa tu casa
Vivo sin presión pero escribo bajo amenaza
Porque si sueno como ellos mi alma se despedaza

Vengo con sed
Sin compasion
No compro con
El king del view

Las deudas de la vida, las pago con mis pecados
Porque encuentro mi salida, donde ranchan los mas vagos
Tengo nafta y sobra gira, tengo tus días contados
Y ni hablar si escribo y tiro, nos vemos del otro lado

Para que entiendan de modales
De las noches mas oscuras
Renacen los mas reales
Mi resistencia es suburbana
Contale a esos criminales
Acá la muerte y mi ansiedad
Son mis únicos rivales

Están en clave mis skilles verbales
Unas dosis líricales
De alto level pa' que suene y que no pare
En mi equipo juegan los más chamanes
Por si no lo conocían quien predica
El señor Claudio Gonzales

Ceje

Están llorando como niños
Pero no son críos
Dicen que no hay nada por pelear
Que ahora están vacíos
Se olvidaron de buscarlo bien adentro suyo
Anda búscalo y paténtalo si sentís que es tuyo

A todo eso que estás haciendo ponle tu apellido
Acá es cuestión de honor
Na' de papelerío
Tu fachada y tu billete se lo lleva el río
Lo que harás y lo que hiciste viaja en un barquillo

El tiempo no se frena
Pero se controla
Lo aprendí en mi pieza
Metido entre drogas
Mientras pasaban los años
Pasaban las modas
Ya cerré esa puerta
Dije ya es la hora

Están en una plaza midiéndose el ego
Impiden la flora, están pisando el riego
Si querés estar limpio
No ensucies el juego
Porque das lo que recibes
Ni más ni menos

Hay palabras más allá de las palabras
Verdades que son mentiras si las tragas
Modifican realidades, perspectivas
No es lo que te digan, es lo que investigas

Colocados en un zamba permanente
Si vas a pisar cabeza pisa fuerte
O van a pisar la tuya, no lo intentes
Que somos animales y con ciertos intereses

Estamos em outro

Sonho hardcore porque escrevo, mato e morro assim
Canta o santo da rima
O maldito trap-rapper assassino
Enquanto pinto esses mapas
Vou queimando gorila
Dança o lápis, meu tesouro
Sempre impacta meu estilo

Tão rítmica é a lírica
Under rapper damos clínica
Anestesia vitamínica
Sequência apocalípti-
Que importa
Me queima e soa
Foda-se essa merda dos teus poemas
O dilema no teu problema
É o lema que não prospera
Nesta terra de panteras
Cantamos a verdadeira
O tempo sempre desespera no olhar
Estás buscando na tua mentira
A verdade que te condena
E mesmo que o falso se vista de seda
Fica falso

Tragam-me um pouco de água que estou cuspindo fogo
Sem pensar em tantas coisas (2 pecados, fumo e bebo)
Dê-me o barco sem leme que com uma vela eu navego
Querem dominar o jogo e o ego os deixa cegos

Chefe como o Eloy em Varela
O reflexo na calçada é a nota que os liberta
Se te pedem, traga, aqui pagamos a condenação
Porque trago da rua a nota que os mantém acordados

Ei, mano
Aqui a fala condecora
Um fugitivo do medo
Este sangue não trai
Rima, gíria, fome de glória
Até a morte se apaixona
Não perdoa nem abandona
Esta torcida ganha sozinha

Nós dançamos onde não nos veem
Aqui não duvide e não pergunte
É simples e direto, mano
Nós dançamos onde não nos veem
Se não nos vê, não pergunte
Estamos em outro

Quero
Ver meus negros livres dançando
Ser o suspiro do último guerreiro
Rimá-la até a morte e viver para contar
Morrer defendendo a essência do bairro
Tirar do lixo o valor para ganhá-lo
Sentir o sabor da dor na minha canção
Encontro no fumo a calma do santo
Que não me resgato, sou parte do mambo

Ninguém ousou com o cacique da minha raça
Somos a NPK HDY na tua casa
Vivo sem pressão, mas escrevo sob ameaça
Porque se soa como eles, minha alma se despedaça

Venho com sede
Sem compaixão
Não negocio com
O rei das visualizações

As dívidas da vida, eu pago com meus pecados
Porque encontro minha saída onde os mais preguiçosos se reúnem
Tenho gasolina e sobra de giro, tenho seus dias contados
E nem fale se eu escrevo e solto, nos vemos do outro lado

Para que entendam de modos
Das noites mais escuras
Renascem os mais reais
Minha resistência é suburbana
Conte a esses criminosos
Aqui a morte e minha ansiedade
São meus únicos rivais

Estão em clave minhas habilidades verbais
Umas doses líricas
De alto nível para que soe e não pare
No meu time jogam os mais xamãs
Por se não conheciam, quem prega
O senhor Claudio Gonzales

Ceje

Estão chorando como crianças
Mas não são crianças
Dizem que não há nada para lutar
Que agora estão vazios
Esqueceram de procurar bem dentro de si
Vai, procura e patenteia se sentes que é teu

A tudo isso que estás fazendo, coloque teu sobrenome
Aqui é questão de honra
Nada de papelada
Tua fachada e teu dinheiro são levados pelo rio
O que farás e o que fizeste viaja em um barquinho

O tempo não para
Mas se controla
Aprendi isso no meu quarto
Enfiado entre drogas
Enquanto os anos passavam
As modas passavam
Já fechei essa porta
Disse que já é hora

Estão em uma praça medindo o ego
Impedem a flora, estão pisando na irrigação
Se queres estar limpo
Não sujes o jogo
Porque dás o que recebes
Nem mais nem menos

Há palavras além das palavras
Verdades que são mentiras se as engoles
Modificam realidades, perspectivas
Não é o que te dizem, é o que investigas

Colocados em uma zamba permanente
Se vais pisar na cabeça, pisa forte
Ou vão pisar na tua, não tente
Porque somos animais e com certos interesses

Composição: Claudio González, Marcos Nahuel Villa