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Joropo Sempre Joropo

Armando Martínez

Joropo Siempre Joropo

Aaaaaaaaaaaaaa.....
Joropo endulza mi pecho
Para cantarte con ganas
Tu eres mi fiel compañero
Cuando voy a las parrandas
Cuando te canto yo siento
Un regocijo en el alma
El corazón se me ensancha
Mi garganta se engalana,
El que te escucha te aplaude
Se engolosina y te baila
Te grita y te zapatea,
Dándole vuelta a la sala
Contigo se identifica
Mi patria venezolana
Porque naciste aquí,
Como el folclor de sabana,
Los músicos y copleros
De la época pasada
Te sacaron a pasear,
Junto con el pentagrama,
El hombre del pañuelito
Don juan vicente torrealba
Te llevaron a caracas,
Pa que te inmortalizaras,
Llegaste al acetato
Para cubrirte de fama
Desde entonces para acá,
En cualquier fiesta de gala,
Tu eres el gran invitado
Porque le sobran agallas
Por eso el joropo es mío,
Por donde quiera que vaya,
El es criollo como el alba
Que amanece en la enramada
Como el himno y la bandera
De mi patria soberana
Por eso aquí se los dejo
Al pie del arpa tramada
En las manos de este arpista
Que toca sin faramalla
Del cuatro alegre y sonoro
Que deja en cada pisada
Una nota de esperanza
Entre las cuerdas blindadas
Del bajo trasnochador
Tocado con muchas ganas
Y el chi cha de las maracas
En medio de la enramada.

Aaaaaaaaaaaaaaa...
Arpista alegre el joropo
Pa que siga la parranda
Porque aquí nadie se duerme,
Mientras el arpa manduana,
Siga tocando y yo canto
Con mi voz purita y clara
Dibujando con mis versos
Estero sabana y palma
Pintando tantos motivos
De esta tierra legendaria
Dígame quien no se emociona,
Ver como bajan las aguas,
Del precioso rió apure
Cuando va de banda a banda
Oír la voz de un coplero,
Cantando a puerto miranda,
Ver un jinete a caballo
Con la soga arrabiatada
Tomarse un café cerrero,
Al despuntar la mañana,
Dime entonces camarita
Dime entonces camarada
Si yo no tengo razón,
Si no es verdad mis palabras,
Maestro siga tocando
Todavía esto no se acaba
Porque yo siento en mi pecho,
Una emoción que me embarga,
Y las ganas de cantar
Se me vienen en manada
Cual barajuste de toro
Que tumba la empalizada
Así es el joropo mío
Hijo de esta tierra plana
Tan puro como el amor
De la india maría laya
Fresquito cual manantial
Dulcito como la caña
Tiene el tono de florentino
De las tierras araucanas
El grito de ángel custodio
El alma de luis lozada
Y tiene un sabor a llano
Que no lo cambio por nada....

Joropo Sempre Joropo

Aaaaaaaaaaaaaa.....
Joropo adoça meu peito
Pra eu cantar com vontade
Você é meu fiel parceiro
Quando vou pras baladas
Quando te canto eu sinto
Uma alegria na alma
Meu coração se expande
Minha garganta se enfeita,
Quem te ouve aplaude
Se empolga e te dança
Te grita e te sapateia,
Rodando pela sala
Com você se identifica
Minha pátria venezuelana
Porque você nasceu aqui,
Como o folclore da savana,
Os músicos e poetas
Da época passada
Te levaram pra passear,
Junto com o pentagrama,
O homem do lenço
Don Juan Vicente Torrealba
Te levaram a Caracas,
Pra que você se imortalizasse,
Chegou ao acetato
Pra ganhar fama
Desde então pra cá,
Em qualquer festa de gala,
Você é o grande convidado
Porque tem muita garra
Por isso o joropo é meu,
Por onde quer que eu vá,
Ele é criollo como a aurora
Que amanhece na enramada
Como o hino e a bandeira
Da minha pátria soberana
Por isso aqui deixo
Aos pés da harpa tramada
Nas mãos deste arpista
Que toca sem frescura
Do quatro alegre e sonoro
Que deixa em cada pisada
Uma nota de esperança
Entre as cordas blindadas
Do baixo trasnochador
Tocado com muita vontade
E o chi cha das maracas
No meio da enramada.

Aaaaaaaaaaaaaaa...
Arpista alegre, o joropo
Pra que a festa não pare
Porque aqui ninguém dorme,
Enquanto a harpa manduana,
Continue tocando e eu canto
Com minha voz pura e clara
Desenhando com meus versos
Estero, savana e palma
Pintando tantos motivos
Dessa terra lendária
Diga-me quem não se emociona,
Ver como as águas descem,
Do precioso rio Apure
Quando vai de margem a margem
Ouvir a voz de um poeta,
Cantando em Porto Miranda,
Ver um cavaleiro a cavalo
Com a corda arremessada
Tomar um café forte,
Ao amanhecer da manhã,
Diga então, camarada
Diga então, camarada
Se eu não tenho razão,
Se não é verdade minhas palavras,
Mestre, continue tocando
Ainda não acabou
Porque eu sinto no meu peito,
Uma emoção que me invade,
E a vontade de cantar
Vem em manada
Como um touro descontrolado
Que derruba a cerca
Assim é o meu joropo
Filho dessa terra plana
Tão puro quanto o amor
Da índia Maria Laya
Fresquinho como um manancial
Docinho como a cana
Tem o tom de Florentino
Das terras araucanas
O grito de anjo guardião
A alma de Luis Lozada
E tem um sabor de campo
Que não troco por nada....

Composição: