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Missa das Onze

Armando Tagini

Misa de once

Entonces tu tenías diez y ocho primaveras,
yo veinte y el tesoro preciado de cantar...
En un colegio adusto vivías prisionera
y sólo los domingos salías a pasear.
Del brazo de la abuela llegabas a la misa,
airosa y deslumbrante de gracia juvenil
y yo te saludaba con mi mejor sonrisa,
que tu correspondías, con además gentil.

Voces de bronce
llamando a misa de once...
¡Cuantas promesas galanas
cantaron graves campanas
en las floridas mañanas
de mi dorada ilusión!
Y eché a rodar por el mundo
mi afán de glorias y besos
y sólo traigo, al regreso,
cansancio en el corazón.

No sé si era pecado decirte mis ternuras
allí, frente a la imagen divina de Jesús...
Lo cierto es que era el mundo sendero de venturas
y por aquel sendero tu amor era la luz.
Hoy te dirá otro labio la cálida y pausada
palabra emocionada, que pide y jura amor,
en tanto que mi alma, la enferma desahuciada,
solloza en la ventana del sueño evocador.

Nostalgias del corazón.
¡Magnolias, menta y cedrón!

Missa das Onze

Então você tinha dezoito primaveras,
eu vinte e o tesouro precioso de cantar...
Em um colégio austero você vivia prisioneira
e só aos domingos saía pra passear.
De braço com a avó, você chegava à missa,
cheia de graça e deslumbrante na juventude
e eu te cumprimentava com meu melhor sorriso,
que você retribuía, com um gesto gentil.

Vozes de bronze
chamando pra missa das onze...
Quantas promessas lindas
cantaram graves sinos
nas manhãs floridas
dos meus sonhos dourados!
E eu deixei rolar pelo mundo
meu desejo de glórias e beijos
e só trago, na volta,
cansaço no coração.

Não sei se era pecado te dizer minhas ternuras
ali, diante da imagem divina de Jesus...
O certo é que o mundo era um caminho de alegrias
e por aquele caminho seu amor era a luz.
Hoje outro lábio te dirá a palavra calorosa e pausada,
que pede e jura amor,
enquanto minha alma, a doente desenganada,
solloza na janela do sonho evocador.

Nostalgias do coração.
Magnólias, menta e cedrón!

Composição: