Buey Manso
Atado al yugo de rudas penas,
Por los caminos sin rumbo voy,
La desventura me ha atao con sus cadenas
Del infortunio sumiso esclavo soy...
Todo el pasado formó una llaga,
Que me tortura y me impulsa a hacer mi ley
Rumiando rabia por no manchar mi daga,
Aguanto todo tan manso como el buey...
De sol a sol con mi sudor regué
Los surcos que mi propia mano abrió,
Por ella, amigos, todo fue
Y así fue el premio a tanto amor.
Frágil mujer, mostró la hilacha al fin,
Yo presentí con pena su traición
Y al regresar de una jornada
Mi pensamiento se confirmó.
Y desde entonces la mala estrella
Por los caminos me echó a rodar,
Quizás un día me cruce con aquella
Y allí con sangre, mi sed se apagará.
Vivo por ella que me hizo trampa,
Después la vida pa'qué la he de querer,
La misma daga me hará clavar las guampas,
La misma daga será para los dos...
Boi Manso
Amarrado ao jugo de duras penas,
Pelos caminhos sem rumo vou,
A desventura me prendeu com suas correntes
Do infortúnio, sou um escravo submisso...
Todo o passado formou uma ferida,
Que me tortura e me impulsiona a fazer minha lei
Ruminando raiva por não manchar minha faca,
Suporto tudo tão manso como o boi...
De sol a sol com meu suor reguei
Os sulcos que minha própria mão abriu,
Por ela, amigos, tudo foi
E assim foi o prêmio a tanto amor.
Frágil mulher, mostrou a verdadeira face no fim,
Eu pressenti com tristeza sua traição
E ao voltar de uma jornada
Meu pensamento se confirmou.
E desde então a má estrela
Pelos caminhos me fez rolar,
Talvez um dia eu cruze com aquela
E ali com sangue, minha sede se apagará.
Vivo por ela que me fez de trouxa,
Depois a vida pra quê eu vou querer,
A mesma faca me fará cravar as garras,
A mesma faca será para os dois...