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O Último Acorde

Armando Tagini

El Último Acorde

Nunca más
Han de volver las galanas alondras,
Con sus canciones de amor a encantar mi jardín
Y a disipar de mi mente las sombras...

Fue fugaz
Aquella hora de paz y ventura;
Todas tus frases dejaron intensa amargura;
Tus labios jamás pronunciaron verdad.

Y en el violín del recuerdo,
Llora, en sordina, el dolor...

Sueño de gloria que ayer
Tuve al ser dueño de tu amor
Lo apuñalaste sin compasión
En la alevosa emboscada de tu traición...

Pero el azar castigó
Tu falsedad... tu ingratitud...
Echó por tierra tus ambiciones;
Perdiste todo... ¡hasta la juventud!...

Y hoy que tú
Habrás tal vez olvidado la historia,
Aquel momento de dulce mentiras de amor
Vuelve a brillar en mi triste memoria...

Mi perdón
Es como un último acorde que suena,
Que en la sonata doliente mi mano serena
Le arranca al cordaje de mi corazón...

O Último Acorde

Nunca mais
As lindas alondras vão voltar,
Com suas canções de amor pra encantar meu jardim
E dissipar da minha mente as sombras...

Foi fugaz
Aquela hora de paz e ventura;
Todas as suas frases deixaram intensa amargura;
Seus lábios jamais pronunciaram verdade.

E no violino da lembrança,
Chora, em sordina, a dor...

Sonho de glória que ontem
Tive ao ser dono do seu amor
Você apunhalou sem compaixão
Na traiçoeira emboscada da sua traição...

Mas a sorte castigou
Sua falsidade... sua ingratidão...
Destruiu suas ambições;
Você perdeu tudo... até a juventude!...

E hoje que você
Talvez tenha esquecido a história,
Aquele momento de doces mentiras de amor
Volta a brilhar na minha triste memória...

Meu perdão
É como um último acorde que soa,
Que na sonata dolente minha mão serena
Arranca do cordão do meu coração...

Composição: