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Medley Liniker

Armário de Saia

Letra

    Como se não bastasse a guerra também
    De te ver todo dia meu bem
    Me discorre o seu dia
    Como é que tá aí?
    Quis te ver da minha janela
    Não nega teu cheiro em mim

    Quero passar por aí, de noite
    Ao longo do dia, passe um café
    Vou levar meu coração
    Untado por sofreguidão

    Você fez merda ao dizer que não me ama
    Depois da transa que eu dei pra você
    Tá tão fácil, cowboy, recusar um amor
    Só eu sei o quanto me dói

    Mas você vai implorar
    Vai pedir pra me ver
    Confessar que não vive sem mim
    Vou apenas te olhar e dizer, meu bem
    Eu sei

    Você tem flores na cabeça
    E pétalas no coração
    Tem raízes nos olhos, excitação
    Acalanta o meu coração

    Me pega pela mão
    Te dou meu coração
    Deixo você entrar
    Me pega pela mão
    Te dou meu coração
    Deixo você entrar

    Passei pra dar um cheiro
    Na luiza mais louise du brésil
    E aproveitei pra dar no zé
    Até porque eu não tava com frio
    Passei pra dar um cheiro
    Na luiza mais louise du brésil
    E aproveitei pra dar no zé
    Até porque eu não tava com frio

    Chovia e a luiza só queria saber de se molhar
    Pra quê? E
    Eu e o zé, ai o zé! Não vou deixar pra lá
    (Ai, o zé!)

    Eu tava no box, sentado no banheiro
    E sabe quando a gente troca ideia com o chuveiro?
    Olhei pro espelho e vi você, ensaboei o meu cabelo
    Atrás da nuca e o pé, e fiz questão de sete ervas
    Pro meu coração desencanar

    Fale dele para mim
    Ajude ele a pensar que sou eu o da vez
    (O da vez)

    Foram mais de dois cafés
    Mas da forma vazia e fria
    Que olhava quando me peneirou
    Não quis saber mais
    Minha solidão quis segurar você pra deixar
    Você deixou

    Pensei numa canção, meu bem
    Que falasse de amor, então vem cá
    Me dá um beijo, que eu quero
    Teu cheiro grudado no meu edredom

    Me ensino a ter paciência, ciência
    Que instiga o meu eu
    Já foi, quero andar por ai
    Descalça, sem nada, ao lado de um vinho bom

    Deitado na mesa de um bar
    Reconheço o teu cheiro ao entrar
    Que me deixa louca, rouca
    A moça não vai aguentar

    A gente fica mordido, não fica?
    Dente, lábio, teu jeito de olhar
    Me lembro do beijo em teu pescoço
    Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

    Não deu para segurar, nem deu
    Nem deu para evitar os eus
    Não deu para segurar, nem deu
    Tua ah, ah, tua ah, ah

    Luiza, 23, salto quinze, meia três
    Quero azul, amarelo, verde, marrom
    Ô, luiza!
    Vê se vem, tá tudo em pé
    Não vai ter nenhum mané
    Tombando nós nessa fita
    Que é pra ver se dá alguma coisa nossa
    Nossa, nossa

    Como a gente encaixa gostoso aqui
    Rimei (Me pega pela mão)
    Versos pra depois (Te dou meu coração)
    Pra levar, na rua lá do boulevard (deixo você entrar)

    Remonta o amor
    Remonta a dor
    Só eu sei o quanto me dói
    Remonta o amor
    Remonta a dor
    Só eu sei o quanto me dói

    A gente fica mordido, não fica?


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