Mi abuelo fachorro
Joder, abuelo
Me siento solo como un cachorro
La' comida' ya no son lo mismo si no tengo a mi lado
A mi abuelo fachorro
Un año más, no puedo con mi vida
La comida de Navidad, vaya puta ruina
Nos sentamos a la mesa y empiezan las preguntitas
¿Ya tienes novia? ¿Qué via tené
Con esta cara de paja que llevo?
Le digo a la plasta de mi tita
Ya me quería morir y ni han sacado los entrantes
Hasta que llegó mi abuelo fachorro insultando al Pedro Sánchez
Bombardeen Marruecos: Qué vuelva la peseta
Son frases solo al alcance de un poeta
Mi tía la zurda entra al trapo, ahora sí
Tenemos diversión pa rato
Abuelo, como te quiero
Sueltas un viva Franco y te la pela
En la mesa no hay pero que valga
No sé ni cómo te soporta la abuela
Nos espían con los pájaros
Los menas nos quitan el trabajo
Abuelo, por favor, no te vayas nunca
Las comidas sin ti ya no se disfrutan
Ha empezado a hablar de los gitanos
A este tío ya no le para nadie
Mi prima está llorando, no hay quien la consuela
Pero es que eso a mi abuelo se la pela
De tanto follón, me he tenido que subir arriba
Voy muy borracho, exceso de bebida
Miro en el cuarto de al lado, mi prima llorando
A ver si la consuelo y de paso acabamos follando
Abuelo, como te quiero
Sueltas un viva Franco y te la pela
En la mesa no hay pero que valga
No sé ni cómo te soporta la abuela
Nos espían con los pájaros
Los menas nos quitan el trabajo
Abuelo, por favor, no te vayas nunca
Las comidas sin ti ya no se disfrutan
Los gritos cesaron, tuve que bajar
La mesa vacía, los platos sin quitar
Le pregunto a mi tía: ¿Dónde está el abuelo?
Me dice que se acaba'e atragantar
Estaba comiendo naranja
Llamando a los rojos desechos
Cuándo de pronto le dijeron
Que la naranja venía de Marruecos
Esta historia tiene moraleja
Escuchadme bien, no quiero ni una queja
Quered a vuestros abuelos, llamadles de vez en cuando
Que un día de estos no estarán contestando
Así concluye mi última historia con mi abuelo
Qué maldito bochorno, pero siempre echaré de menos
A mi abuelo fachorro
Meu avô folgado
Putz, avô
Me sinto sozinho como um cachorrinho
A comida já não é a mesma se não tenho ao meu lado
Meu avô folgado
Mais um ano, não aguento minha vida
A comida de Natal, que puta ruína
Sentamos à mesa e começam as perguntinhas
Já tem namorada? Que viagem é essa
Com essa cara de bosta que eu tô?
Falo pra minha tia chata
Já queria morrer e nem tiraram os aperitivos
Até que chegou meu avô folgado xingando o Pedro Sánchez
Bombardeiem Marrocos: Que volte a peseta
São frases só ao alcance de um poeta
Minha tia de esquerda entra na briga, agora sim
Temos diversão pra um bom tempo
Avô, como eu te amo
Solta um viva Franco e tá nem aí
Na mesa não tem mas que valha
Nem sei como a vovó te suporta
Nos espionam com os pássaros
Os imigrantes tiram nosso trabalho
Avô, por favor, nunca vá embora
As refeições sem você já não têm graça
Começou a falar dos ciganos
Esse cara não para mais
Minha prima tá chorando, não tem quem a console
Mas isso pro meu avô não faz diferença
De tanto barulho, tive que subir
Tô muito bêbado, bebi demais
Olho no quarto ao lado, minha prima chorando
Vamos ver se a consolo e de quebra acabamos transando
Avô, como eu te amo
Solta um viva Franco e tá nem aí
Na mesa não tem mas que valha
Nem sei como a vovó te suporta
Nos espionam com os pássaros
Os imigrantes tiram nosso trabalho
Avô, por favor, nunca vá embora
As refeições sem você já não têm graça
Os gritos pararam, tive que descer
A mesa vazia, os pratos sem tirar
Pergunto pra minha tia: Onde tá o avô?
Ela diz que ele se engasgou
Estava comendo laranja
Chamando os vermelhos de lixo
Quando de repente disseram
Que a laranja veio de Marrocos
Essa história tem uma moral
Escutem bem, não quero reclamação
Amem seus avôs, liguem de vez em quando
Que um dia desses eles não vão atender
Assim termina minha última história com meu avô
Que maldito vexame, mas sempre vou sentir falta
Do meu avô folgado