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Óptica Soberana

Art in Exile

Sober Optic

The statue is crumbling and your face is fractured,
Mouth of your poisonous appetite.
Glamour's decomposing and the days exposed,
Your face and all its deep-set lines.
Your pin prick eyes shut blind at your reflection.
Dehydrated of life, why?
Illusions foiled, the collage of all the lies.
Light a candle before we burn out.
The counterfeits, fracturing innocence,
The bag of perversion doesn't taste so sweet.
All alone and craving, expectation is crushed.
One touch and then you disappear.
Narcissism clouds your mind.
Sour is the new sweet. Luminance dies out, why?
Illusions foiled, the collage of all the lies.
Light a candle before we burn out.
I awake from the daze, higher than I've ever been.
Mortified beyond belief. It was better when I could not see.
Leeches that crawl over the floor,
they move too slow to compete with the vultures and their claws.
She pulls my hands over my eyes and then I notice I too have blood on my hands.
I awake from this temprary daze, I'm modified and out of place.
I seem to have been replaced.
The statue is crumbling and the lies are foiled
And the eyes are open and a picture forming.
I purge shadowed sight.

Óptica Soberana

A estátua está desmoronando e seu rosto está fraturado,
Boca do seu apetite venenoso.
O glamour está se decompondo e os dias expostos,
Seu rosto e todas as suas linhas profundas.
Seus olhos de agulha se fecham, cegos para seu reflexo.
Desidratado de vida, por quê?
Ilusões frustradas, a colagem de todas as mentiras.
Acenda uma vela antes que a gente se apague.
Os falsificadores, quebrando a inocência,
O pacote de perversão não tem um gosto tão doce.
Sozinho e desejando, a expectativa é esmagada.
Um toque e então você desaparece.
O narcisismo nublou sua mente.
Azedo é o novo doce. A luminosidade se apaga, por quê?
Ilusões frustradas, a colagem de todas as mentiras.
Acenda uma vela antes que a gente se apague.
Eu acordo do torpor, mais alto do que nunca estive.
Mortificado além da crença. Era melhor quando eu não podia ver.
Sanguessugas que rastejam pelo chão,
elas se movem devagar demais para competir com os urubus e suas garras.
Ela puxa minhas mãos sobre meus olhos e então percebo que eu também tenho sangue nas mãos.
Eu acordo desse torpor temporário, estou modificado e fora de lugar.
Parece que fui substituído.
A estátua está desmoronando e as mentiras estão frustradas
E os olhos estão abertos e uma imagem se formando.
Eu purgo a visão sombria.

Composição: Art in Exile